A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que a ashwagandha, erva de origem asiática comercializada como suplemento alimentar e associada à promessa de relaxamento e alívio dos sintomas da perimenopausa, não tem registro no Brasil. A fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso do produto são proibidos no país, já que a substância não integra a lista de ingredientes autorizados para esse tipo de suplemento.
O alerta ganhou repercussão na última quarta-feira (21) após a divulgação do caso de uma britânica que sofreu falência do fígado, paradas cardíacas e graves danos cerebrais após utilizar o produto.
Para que servem os suplementos alimentares?
Os suplementos alimentares são produtos destinados a complementar a alimentação, podendo ajudar pessoas que precisam aumentar a ingestão de determinados nutrientes ou que praticam atividades físicas intensas.
De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 243/2018, da Anvisa, esses produtos devem ser formulados com ingredientes autorizados pela Agência. Também podem conter aditivos e ingredientes tradicionalmente utilizados em alimentos, com funções como conferir sabor, cor e aroma.
Os suplementos são consumidos por via oral e podem ser encontrados em diferentes apresentações, como comprimidos, cápsulas, pastilhas, pós e barras. São destinados a complementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos.
No entanto, nem todas as pessoas precisam utilizar esses produtos. A decisão deve considerar fatores como as condições de saúde, a qualidade da alimentação e a prática de atividades físicas, preferencialmente com orientação de profissionais de saúde qualificados.
Quando há necessidade de suplementação, cabe a esses profissionais indicar o produto adequado, a quantidade e a forma correta de consumo.
A legislação também proíbe atribuir aos suplementos alimentares propriedades de cura, tratamento ou prevenção de doenças.
Suplementos podem prejudicar a saúde?
Segundo a Anvisa, grande parte dos riscos associados aos suplementos está relacionada a produtos irregulares, que podem conter substâncias não avaliadas pelos órgãos reguladores ou ser fabricados sem condições adequadas de segurança e qualidade.
Entretanto, mesmo produtos regularizados podem causar danos à saúde quando utilizados de maneira inadequada ou em quantidades superiores às recomendadas.
Por isso, é importante observar as orientações do fabricante, respeitar as dosagens indicadas e verificar as advertências e restrições descritas no rótulo e na embalagem.
A recomendação é buscar orientação profissional antes de iniciar o uso de suplementos e verificar se os ingredientes estão autorizados pela Anvisa.





