Na manhã da segunda-feira, 10, o Rio Acre ultrapassou a cota de transbordamento em Rio Branco, atingindo 14,06 metros às 5h09. Segundo informações da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, o nível do rio continuou a subir e, nesta terça-feira, 11, foi registrado um novo patamar de 14,35 metros às 9h. No entanto, uma leve queda foi observada, colocando o nível em 14,33 metros ao meio-dia.
A Defesa Civil Estadual informa que o município de Porto Acre se encontra em estado de alerta, com o nível do rio em 12,72 metros e continua em elevação. No município de Plácido de Castro, a situação é crítica, com o Rio Abunã acima da cota de transbordamento, medindo 13,03 metros. Na Bacia do Juruá, Cruzeiro do Sul também enfrenta problemas, com o nível do rio chegando a 13,36 metros, ultrapassando a cota de transbordo.
Em contrapartida, os níveis dos rios estão abaixo da cota de transbordamento em diversas localidades, incluindo Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri e Capixaba, na Bacia do Rio Acre, e em Sena Madureira e Manoel Urbano, na Bacia do Purus. Na Bacia Tarauacá-Envirá, os níveis seguem estáveis em Feijó, Tarauacá e Jordão.
O governo do Acre decretou situação de emergência devido ao aumento nos níveis dos rios Acre, Juruá e Purus, uma medida publicada no Diário Oficial do Estado e que terá validade de 180 dias. O decreto prevê apoio da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) para os municípios mais afetados, com acompanhamento da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e suporte das Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) para as famílias deslocadas.
Situação em Rio Branco
Em Rio Branco, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros já atenderam 21 ocorrências, retirando 21 famílias das áreas de risco e assistindo 67 pessoas em 13 bairros atingidos. Estão disponíveis dois abrigos: um na escola municipal Maria Lúcia, no bairro Morada do Sol, que acolhe 10 famílias, e outro na escola Madre Hidelbranda, no bairro Quinze, responsável pela acolhida de 29 indígenas.
A Energisa, responsável pelo fornecimento de energia, orienta os clientes afetados pela cheia a não tentarem consertar quedas de energia. Em caso de alagação, a recomendação é desligar o disjuntor de energia (chave geral) antes que a água entre na casa, usando calçados apropriados. A empresa reforça a importância de contatar seus canais de atendimento ao identificar problemas com a rede elétrica.





