O advogado João Victor Casas Lopes foi exonerado do cargo em comissão que ocupava na Secretaria de Estado da Casa Civil neste domingo (30), após ser preso pela Polícia Militar sob suspeita de envolvimento no acidente que matou três pessoas na BR-364, entre Tarauacá e Feijó.
A exoneração foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Acre por meio do Decreto nº 16.446-P, assinado pela governadora Mailza Assis Cameli. João Victor ocupava um cargo do Grupo de Chefia, Assistência e Assessoramento, referência CAS-8, para o qual havia sido nomeado em 11 de novembro de 2025, pelo Decreto nº 11.749-P.
O acidente aconteceu por volta das 4h20 deste domingo, no km 15 da BR-364, no trecho entre Tarauacá e Feijó. Segundo relatos de testemunhas ouvidas pela polícia, um Jeep Renegade branco, que seguia no sentido Tarauacá/Feijó em alta velocidade, atingiu duas motocicletas.
Antônio Carlos Parente da Silva e Verony Sá Costa Viana Silva morreram ainda no local.
Nahyure Antonieta Gomes de Oliveira foi encontrada em estado grave e encaminhada ao Hospital de Tarauacá. Outra vítima, Ocelio José Souza da Silva, já havia sido levado para a unidade hospitalar antes da chegada da equipe policial.
João Victor permaneceu nas proximidades do acidente após a colisão. Conforme informações da Polícia Militar, ele apresentava sinais de embriaguez, como fala alterada, olhos avermelhados e desorientação.
Diante dos relatos de testemunhas e dos sinais observados pelos policiais, o advogado recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Tarauacá, onde permanece preso.
Segundo a Polícia Civil, durante as diligências, o motorista admitiu aos policiais militares que havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente. A informação também teria sido confirmada durante o interrogatório realizado na delegacia.
Em nota pública, a Polícia Civil do Acre informou que investiga o acidente, que resultou na morte de três pessoas e deixou uma quarta vítima ferida.
Após analisar os elementos reunidos até o momento, o delegado responsável pelo inquérito indiciou o investigado pelo crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor, previsto no Código de Trânsito Brasileiro.
A Polícia Civil explicou que, nesta fase da investigação, ainda não foram reunidos elementos suficientes para afirmar a existência de dolo na conduta do motorista.
As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias do acidente e a conduta do investigado. A classificação jurídica dos fatos poderá ser alterada caso novos elementos sejam encontrados durante o inquérito.
Após a conclusão dos procedimentos policiais, o preso será apresentado ao Poder Judiciário para audiência de custódia.
A Polícia Civil afirmou ainda que mantém o compromisso de apurar rigorosamente os fatos, responsabilizar os envolvidos e garantir o respeito ao devido processo legal.





