Os acreanos Deibson Cabral do Nascimento e Rogério da Silva Mendonça, conhecidos por protagonizarem a primeira fuga registrada na história do sistema penitenciário federal brasileiro, foram condenados pela Justiça Federal por crimes cometidos durante a fuga do Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Deibson recebeu pena de cinco anos de reclusão por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Já Rogério foi condenado a sete anos de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e falsificação de documento público. Ambos já haviam sido condenados anteriormente a oito anos de prisão pelos danos materiais e morais causados durante a fuga.
Os dois foram transferidos para o Presídio Federal de Mossoró em setembro de 2023, após participarem de uma rebelião no Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro Alves, em Rio Branco. O confronto entre facções resultou na morte de cinco detentos.
A fuga ocorreu na madrugada de 14 de fevereiro de 2024. Segundo as investigações, os presos aproveitaram uma falha estrutural no teto da unidade de segurança máxima para escapar.
A ação desencadeou uma operação de buscas que mobilizou forças de segurança de vários estados. Após cerca de 50 dias foragidos e mais de 1.600 quilômetros percorridos, Deibson e Rogério foram capturados em Marabá, no Pará, em 4 de abril de 2024. De acordo com a investigação, eles planejavam seguir para a Colômbia ou Venezuela por via fluvial.
Atualmente, os dois permanecem custodiados na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.





