O Acre contabilizou 1.737 registros de nascimento sem o nome do pai em 2025, segundo dados do painel Primeira Infância em Dados (PI em Dados). O número representa 11,18% dos 15.538 registros considerados no indicador, percentual superior à média nacional, de 6,90%.
O levantamento é disponibilizado pelo PI em Dados, plataforma criada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com a Datapedia, para reunir informações oficiais sobre crianças de 0 a 6 anos no Brasil.
A proporção registrada no Acre supera a média brasileira em 4,28 pontos percentuais. O indicador considera a ausência do nome paterno no registro civil de nascimento, mas não permite concluir, isoladamente, que a criança não tenha convivência com o pai ou que tenha ocorrido abandono.
O reconhecimento voluntário de paternidade pode ser realizado em cartório, conforme os procedimentos legais. Quando há necessidade de investigação, também existem mecanismos judiciais para estabelecer formalmente o vínculo de filiação.
A inclusão do nome do pai na certidão de nascimento formaliza esse vínculo e pode gerar efeitos jurídicos relacionados a direitos como pensão alimentícia e herança, além de integrar a identificação familiar da criança.





