O Acre é um dos estados brasileiros que mais preserva a diversidade indígena, abrigando 80 etnias, conforme dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No total, 31.699 pessoas se declararam indígenas, o que representa 3,82% da população estadual, estimada em 830.026 habitantes. Com esse percentual, o estado ocupa o quarto lugar no país em proporção de população indígena.
Entre os municípios, Feijó lidera em número de indígenas, com 2.345 pessoas, enquanto Rio Branco se destaca pela pluralidade étnica, reunindo 51 grupos diferentes e registrando o maior número de línguas indígenas faladas, com 25 idiomas.
Outros municípios também apresentam expressiva presença de povos originários:
- Tarauacá: 2.042 indígenas, 16 etnias e 7 línguas.
- Jordão: 2.040 indígenas, 11 grupos e 3 idiomas.
- Santa Rosa do Purus: 2.155 indígenas, 8 etnias e 6 línguas.
- Mâncio Lima: 1.875 indígenas, 15 povos e 10 línguas.
- Marechal Thaumaturgo: 1.809 indígenas, 15 etnias e 11 idiomas.
No oeste do estado, Cruzeiro do Sul abriga 1.006 indígenas de 31 grupos, falantes de 15 línguas, enquanto Sena Madureira reúne 874 pessoas de 12 etnias. Já Manoel Urbano contabiliza 544 indígenas de sete grupos distintos.
Municípios menores também refletem a diversidade cultural, ainda que em menor escala: Assis Brasil possui 618 indígenas de sete etnias, Brasiléia tem 146 pessoas de cinco povos e Porto Walter abriga 443 indígenas de oito grupos, falantes de três línguas.
Nos arredores da capital, os números são mais modestos, mas a pluralidade permanece: Bujari (23 indígenas de 10 etnias), Senador Guiomard (25 de 10 povos) e Porto Acre (61 pessoas de sete grupos) também possuem presença indígena ativa. Acrelândia, Plácido de Castro, Capixaba, Xapuri e Epitaciolândia registram populações entre 7 e 36 pessoas, com até cinco etnias por município.
Segundo o IBGE, uma etnia indígena é definida por afinidades linguísticas, culturais e sociais. Os dados reforçam a importância do Acre no cenário nacional, evidenciando sua riqueza étnica e linguística e o papel central do estado na preservação da diversidade dos povos originários no Brasil.






