O Acre terá uma unidade da primeira Universidade Federal Indígena do Brasil (Unind), que contará com 20 campi distribuídos pelo país. A confirmação foi feita pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da TV Brasil, na quarta-feira (4).
Segundo o ministro, a instituição terá sede principal em Brasília, mas funcionará em modelo multicampi, com unidades em diferentes regiões brasileiras. O Acre está entre os estados escolhidos para receber uma dessas estruturas, embora a localização do campus ainda não tenha sido informada.
Durante a entrevista, Barchini destacou que a proposta busca ampliar o acesso dos povos indígenas ao ensino superior, respeitando as particularidades culturais e territoriais de cada comunidade.
Além da implantação da universidade, o Ministério da Educação prevê ampliar a assistência estudantil. De acordo com o ministro, o número de bolsas de permanência destinadas a indígenas nas universidades federais dobrou nos últimos quatro anos. A meta do governo é alcançar, até o final de 2026, todos os estudantes indígenas dessas instituições com acesso ao benefício.
Criação da Universidade Federal Indígena
A Universidade Federal Indígena foi criada por lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 28 de maio de 2026. A instituição terá sede em Brasília e poderá instalar unidades em outras regiões do país, considerando a presença e as necessidades dos povos indígenas.
A proposta foi elaborada pelo governo federal, com participação dos ministérios da Educação e dos Povos Indígenas, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), de lideranças indígenas e de representantes do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena.
A implantação dos 20 campi representa a proposta de expansão da nova instituição, que pretende ampliar as oportunidades de formação acadêmica para os povos originários em diferentes partes do Brasil.





