Cruzeiro do Sul alcançou a segunda colocação entre os municípios da Região Norte com maior cobertura estimada da atenção primária à saúde. O município acreano registrou índice de 158,32% e ocupa a 7ª posição no ranking nacional, segundo levantamento divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
Os dados fazem parte da 7ª edição do Ranking de Competitividade dos Municípios 2026, elaborado pelo CLP com pesquisa técnica da GOVE. O levantamento utiliza informações de 2025 do sistema e-Gestor Atenção Primária à Saúde, vinculado ao Ministério da Saúde.
Na classificação regional, Cruzeiro do Sul aparece atrás apenas de Bragança, no Pará, que registra 170,41% de cobertura estimada e ocupa a terceira posição nacional. O município acreano supera Gurupi, no Tocantins, com 136,75%, e Paragominas, no Pará, com 134,85%.
O percentual acima de 100% representa a capacidade potencial de atendimento das equipes de atenção primária em relação à população considerada na metodologia. Portanto, não significa que toda a população tenha sido efetivamente atendida.
Rio Branco aparece na 22ª posição regional
Enquanto Cruzeiro do Sul figura entre os primeiros colocados, Rio Branco ocupa a 22ª posição entre os municípios da Região Norte incluídos no levantamento, com índice de 90,95%. No ranking nacional, a capital acreana aparece na 172ª colocação.
A diferença entre os índices dos dois municípios acreanos é de 67,37 pontos percentuais.
Apesar da posição regional, Rio Branco apresenta resultado superior ao de outras capitais da região, como Belém, com 81,56%, Manaus, com 65,67%, e Porto Velho, com 64,51%.
O que o indicador avalia
A atenção primária é considerada a principal porta de entrada da população no Sistema Único de Saúde (SUS). Os serviços incluem consultas nas unidades básicas, vacinação, acompanhamento de gestantes e crianças, controle de doenças crônicas e ações de prevenção.
O indicador utilizado pelo CLP considera a proporção estimada de pessoas potencialmente atendidas pelas equipes de atenção primária, incluindo aquelas cofinanciadas pelo Ministério da Saúde e as mantidas com recursos estaduais e municipais.
A classificação integra o pilar de Acesso à Saúde, dentro da dimensão Sociedade do Ranking de Competitividade dos Municípios. O índice mede a cobertura potencial das equipes, mas não avalia isoladamente a qualidade dos atendimentos, o tempo de espera por consultas ou a satisfação dos usuários.





