Acre registra apenas 235 empregos formais em setembro e tem menor saldo positivo do país

O Acre abriu 235 vagas de trabalho com carteira assinada em setembro de 2026 e ficou na última posição entre os estados brasileiros na geração de empregos formais. Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quarta-feira (4), mostram que o estado teve o menor saldo positivo do país no período.

O saldo corresponde à diferença entre o número de admissões e demissões. Apesar do resultado, o Acre terminou setembro com mais contratações do que desligamentos. Goiás, com 307 vagas, e Maranhão, com 654, também aparecem entre os estados com os menores resultados positivos.

Na Região Norte, foram criados 14.748 empregos formais durante o mês. As 235 vagas acreanas representam aproximadamente 1,6% desse total. A região teve o terceiro maior saldo entre as cinco do país, atrás do Nordeste, com 49.142 postos, e do Sudeste, com 39.404.

Em todo o Brasil, foram abertas cerca de 121,3 mil vagas com carteira assinada em setembro. O número representa uma queda de 43,5% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo foi de 214,6 mil empregos, considerando os dados ajustados.

O resultado nacional foi o menor para um mês de setembro desde 2020. De janeiro a setembro deste ano, o país acumulou 1.248.914 novos postos de trabalho, uma redução de 27,9% na comparação com o mesmo período de 2025.

Entre os setores econômicos, os serviços lideraram a geração de empregos, com 81.241 vagas. A indústria abriu 19.285 postos, o comércio registrou 15.697 e a construção civil, 9.468. A agropecuária foi o único setor com resultado negativo, fechando 4.381 vagas.

O salário médio real de admissão no país ficou em R$ 2.429,41 em setembro, uma pequena redução em relação a agosto. Na comparação com setembro do ano passado, houve crescimento de 1,88%.

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