Capitão Nilo Celino morre após mais de 36 anos de serviços prestados ao Exército em Cruzeiro do Sul

O capitão do Exército Brasileiro Nilo Celino dos Santos Valente morreu e deixou uma trajetória de mais de 36 anos dedicados à instituição militar, com atuação marcante no 7º Batalhão de Engenharia de Construção (7º BEC), em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre.

Incorporado ao Exército em 15 de janeiro de 1977, em Cruzeiro do Sul, Nilo construiu grande parte da carreira na região amazônica. Ao longo dos anos, participou de trabalhos de engenharia e infraestrutura, especialmente nas atividades de construção e abertura de estradas entre Cruzeiro do Sul e Rio Branco.

Durante a carreira, conquistou o primeiro lugar no Curso de Formação de Cabos e foi bicampeão da Competição de Combatente de Selva. Também comandou um destacamento durante a construção da ponte sobre o Igarapé Serraria, no Estirão do Equador.

Sua trajetória militar começou como cabo, passou pela graduação de terceiro-sargento temporário e, posteriormente, terceiro-sargento topógrafo, após aprovação no concurso para o Curso de Formação de Sargentos da Escola de Instrução Especializada. Em 2008, foi promovido a segundo-tenente e, em 2011, a primeiro-tenente, até alcançar o posto de capitão do Quadro de Oficiais Auxiliares.

Pelos serviços prestados, recebeu condecorações como a Ordem do Mérito Militar no grau de Cavaleiro, a Medalha do Pacificador, a Medalha Militar com Passador de Bronze e a Medalha de Serviço Amazônico com Passador de Bronze.

Mesmo após passar para a reserva remunerada, continuou contribuindo com o Exército como Prestador de Tarefa por Tempo Certo (PTTC), atuando em setores ligados a obras, patrimônio e engenharia da instituição.

Nilo era filho de Joaquim Valente de Paula e Deolinda dos Santos Valente, marido de Maria da Conceição Lima Valente e pai de Georgeane, Úrsula e Enzo. Ele também deixa a neta Sofia Neri Valente.

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