Estatais federais acumulam déficit de R$ 11,4 bilhões em 2026, aponta Banco Central

As empresas estatais federais registraram déficit de R$ 3,4 bilhões em setembro de 2026, após apresentarem superávit de R$ 1,76 bilhão em agosto. Com o resultado negativo, o saldo acumulado no ano chegou a R$ 11,4 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central (BC).

O resultado negativo de setembro reverteu a recuperação observada no mês anterior e reforçou a pressão fiscal sobre as empresas públicas. Janeiro teve o pior resultado mensal do ano, com déficit de R$ 3,33 bilhões.

De janeiro a setembro, os resultados foram negativos em quase todos os meses. Além de janeiro, as estatais registraram déficits de R$ 829 milhões em fevereiro, R$ 249 milhões em março, R$ 1,53 bilhão em abril, R$ 27 milhões em maio, R$ 1,84 bilhão em junho e R$ 476 milhões em julho. Em agosto, houve superávit de R$ 1,76 bilhão, seguido pelo déficit de R$ 3,4 bilhões em setembro.

O indicador do Banco Central não inclui grandes empresas como Petrobras e Eletrobras. Por isso, os números se referem a outras estatais federais, incluindo empresas dependentes de recursos públicos ou com maior fragilidade financeira.

Déficit do setor público e aumento da dívida

O setor público consolidado, que reúne União, estados, municípios e empresas estatais, registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro. O resultado foi menor que o de agosto, quando o saldo negativo chegou a R$ 10 bilhões.

No mês, o governo central apresentou superávit de R$ 3,5 bilhões, enquanto os governos regionais tiveram déficit de R$ 5,3 bilhões. As estatais registraram saldo negativo de R$ 3,4 bilhões.

Em 12 meses, o déficit primário do setor público consolidado chegou a R$ 70,1 bilhões, equivalente a 0,52% do Produto Interno Bruto (PIB).

A dívida bruta do governo geral alcançou R$ 11,1 trilhões em setembro, o equivalente a 82,9% do PIB. O percentual representa alta de 0,3 ponto percentual em relação a agosto.

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