A Petrobras registrou produção recorde de diesel no terceiro trimestre de 2026, com média de 769 mil barris por dia entre julho e setembro. O volume representa alta de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025, em um cenário de aumento dos preços internacionais do petróleo e de defasagem nos valores praticados pela estatal no mercado brasileiro.
Os dados foram divulgados pela companhia na quarta-feira (28). Na comparação com o segundo trimestre deste ano, a produção de diesel cresceu 0,7%. Segundo a Petrobras, algumas refinarias priorizaram a fabricação do combustível diante das condições do mercado internacional, o que afetou a produção de querosene de aviação (QAV).
Apesar do recorde de produção, a empresa também ampliou as compras de diesel no exterior. As importações chegaram a 110 mil barris por dia no terceiro trimestre, crescimento de 518% em relação aos três meses anteriores. Na comparação com o mesmo período de 2025, porém, houve queda de 8,8%.
De acordo com a estatal, o aumento trimestral das importações ocorreu devido à maior demanda pelo combustível no mercado brasileiro.
A produção de gasolina seguiu na direção contrária e apresentou queda tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação anual.
Produção de petróleo e gás também bate recorde
Além do diesel, a Petrobras registrou recorde na produção própria de petróleo e gás natural. O volume alcançou 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia entre julho e setembro, alta de 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
A produção total comercial chegou a 3,097 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento anual de 11,9%. O resultado foi impulsionado principalmente pelo pré-sal, cuja produção aumentou 15,9%, alcançando 2,454 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
Segundo a companhia, o avanço foi favorecido pela entrada em operação de novas plataformas e de 12 poços produtores, seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos. A redução das paradas programadas para manutenção também contribuiu para o resultado.
A defasagem dos preços dos combustíveis em relação ao mercado internacional permanece como um dos pontos de atenção do setor, especialmente em um cenário de maior demanda interna e aumento das importações de diesel.





