Edinho Silva diz que Lula negociará com partidos para montar governo, independentemente de apoio eleitoral

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira (26) que o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversará com diferentes partidos para definir a composição do governo a partir de janeiro de 2027, independentemente do posicionamento das siglas no segundo turno das eleições.

Em entrevista ao SBT News, Edinho destacou que a negociação com os partidos será necessária para garantir uma base de apoio ao governo no Congresso Nacional.

“Nenhum governo forma maioria no Congresso Nacional sem negociar com os partidos. Eleição é eleição, composição de governo é outra coisa”, declarou.

No próximo mandato, Lula terá de lidar com um Congresso de perfil mais conservador, com o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, como a maior bancada nas duas Casas. Na Câmara dos Deputados, o PL elegeu 121 dos 513 parlamentares, enquanto o PT terá 70 representantes. No Senado, o PL garantiu 29 das 81 cadeiras, contra 10 do PT.

Após a confirmação da reeleição de Lula, partidos de centro que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno reconheceram o resultado. Entre eles estão o Republicanos e o União Brasil. O PSD, que manteve espaço no governo federal nos últimos quatro anos e não declarou apoio a nenhum dos candidatos na etapa final da disputa, também reconheceu a vitória do petista.

Edinho afirmou que ainda não há prazo definido para o início das conversas sobre os cargos na Esplanada dos Ministérios. Ao comentar possíveis nomes para a equipe econômica, citou o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A decisão final, segundo ele, caberá a Lula.

O presidente nacional do PT também descartou assumir um cargo no primeiro escalão do próximo governo. Deputado federal eleito, Edinho disse que pretende continuar à frente do partido.

“A minha missão é ficar na presidência do PT. Sou deputado eleito também e acho importante o presidente do partido ter assento no Congresso Nacional, mas a minha prioridade será presidir o Partido dos Trabalhadores”, afirmou.

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