Urgente: aliados dizem que Flávio Bolsonaro desistiu de pedir anulação da eleição presidencial

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) e integrantes de sua equipe jurídica afirmam que não há possibilidade de pedir a anulação da eleição presidencial, apesar de o candidato derrotado ter anunciado essa intenção no domingo (25), após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A mudança de posição foi discutida nesta segunda-feira (26), em conversas que também envolveram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Rogério Marinho (PL-RN). Segundo integrantes da equipe jurídica, a orientação sempre foi contrária à tentativa de invalidar toda a eleição.

O grupo pretende concentrar esforços na organização da oposição ao próximo governo Lula, com prioridade para a atuação de deputados e senadores no Congresso Nacional a partir de 2027.

Na Justiça Eleitoral, porém, a campanha de Flávio deve continuar com ações que alegam suposto abuso de poder político e econômico, com pedidos de cassação da chapa vencedora. Segundo integrantes da equipe jurídica, cerca de 20 ações desse tipo já foram apresentadas, e outras ainda devem ser protocoladas.

Em vídeo divulgado nesta segunda-feira, Flávio voltou a questionar o resultado da eleição, mas não mencionou o pedido de anulação anunciado no dia anterior. Em vez disso, afirmou que pretende buscar a cassação da chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a quem acusou de cometer abusos durante a campanha.

O senador também voltou a criticar a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h. Flávio afirmou que não se sabe qual foi o impacto da medida e acusou Lula, sem apresentar provas, de utilizar quase R$ 500 bilhões em recursos públicos para comprar votos. Também alegou que houve divulgação de notícias falsas contra sua candidatura.

No domingo, após a confirmação da derrota, Flávio havia anunciado que recorreria à Justiça para tentar invalidar a eleição. A declaração foi feita apesar de a própria campanha do senador ter solicitado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ampliação do horário de votação em municípios afetados por chuvas fortes, alagamentos e bloqueios de estradas.

O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, afirmou que a extensão do horário não comprometeu a apuração. Segundo ele, apesar de dificuldades técnicas, os problemas foram contornados e a decisão judicial não alterou o resultado.

Lula foi reeleito com 64,2 milhões de votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59,8 milhões, ou 48,21%, uma diferença superior a 4,4 milhões de votos.

A ameaça de não reconhecer o resultado também contrariou uma declaração anterior de Flávio. Em 16 de outubro, durante sabatina da TV Globo, o senador afirmou que respeitaria o resultado da eleição, independentemente de quem fosse eleito.

spot_img

Notícias relacionadas:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS