A Bolsa de Valores brasileira fechou esta segunda-feira (26) com uma das maiores quedas de sua história. O Ibovespa recuou 13,43%, aos 177.540 pontos, em meio à instabilidade do mercado financeiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada no domingo (25).
A forte desvalorização levou ao acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações quando o mercado registra quedas acentuadas. A medida foi adotada logo no início do pregão, diante da queda dos contratos futuros do Ibovespa.
As negociações foram retomadas às 10h40, mas o índice continuou operando em forte baixa. Às 10h46, chegou a cair 16,94%, aos 170.340 pontos. Ao longo do dia, houve uma recuperação parcial, sem impedir que a bolsa encerrasse o pregão com perdas expressivas.
O circuit breaker é utilizado para conter momentos de volatilidade extrema e permitir que investidores reavaliem suas operações. A última vez que o mecanismo havia sido acionado foi em março de 2020, durante o período de turbulência provocado pela pandemia de Covid-19.
Dólar dispara
O dólar comercial também registrou forte alta. Às 17h, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,40, avanço de 8,22% em relação ao fechamento de sexta-feira (23), quando havia terminado o pregão cotada a R$ 4,99.
Durante a manhã, a cotação chegou a R$ 5,51, com alta de 10,44%, antes de perder parte da valorização ao longo do dia.
O cenário de instabilidade ocorre após Lula vencer o segundo turno da eleição presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O resultado eleitoral provocou forte reação nos mercados financeiros nesta segunda-feira.
Às 17h10, o petróleo tipo Brent, referência internacional, era negociado a US$ 110,45 por barril.





