Lula e Flávio se enfrentam em último debate presidencial, que é marcado por acusações e divergências econômicas

O debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, na noite da última sexta-feira (23), foi marcado por trocas de acusações sobre segurança pública, economia e suspeitas de corrupção. Os candidatos também discutiram o modelo econômico da Argentina e o caso Banco Master.

Na segurança pública, Lula criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, medida apoiada por Flávio. O presidente questionou a possibilidade de interferência americana no Brasil.

A economia também foi um dos principais temas. Flávio acusou o governo Lula de gastar excessivamente, pressionar os juros e aumentar o endividamento das famílias. O senador criticou o custo de vida e afirmou que o presidente prometeu melhorar a alimentação dos brasileiros, mas não cumpriu as expectativas.

Flávio, porém, não detalhou como pretende reduzir os gastos públicos, limitando-se a mencionar o combate à corrupção. Ele também prometeu manter os programas sociais e a política de reajustes do salário mínimo.

Os candidatos ainda discutiram a política econômica do presidente argentino Javier Milei. Lula criticou as medidas de ajuste fiscal adotadas na Argentina, enquanto Flávio defendeu o modelo e atribuiu a crise econômica do país aos governos anteriores. O senador afirmou que o Brasil também precisaria passar por um processo de ajuste.

No bloco final, as discussões se concentraram em acusações relacionadas ao Banco Master e a investigações envolvendo pessoas próximas aos candidatos. Os dois mencionaram o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio é alvo de um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse por Vorcaro.

O senador também levantou questionamentos sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente, investigado em três inquéritos. A empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e investigada por suspeitas de tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro, também foi citada.

As acusações e os questionamentos marcaram a reta final do debate, com confrontos entre os candidatos e respostas que, em vários momentos, não esclareceram diretamente as questões levantadas.

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