Os estudantes da rede municipal de ensino de Manaus, no Amazonas, ficarão mais um dia sem aulas presenciais devido à péssima qualidade do ar registrada na capital. A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), manteve a suspensão das atividades nesta segunda-feira (19).
A medida foi anunciada no domingo (18), após a cidade registrar níveis elevados de poluição atmosférica. Segundo a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec), às 6h, a concentração média de partículas finas, conhecidas como MP2,5, chegou a 150,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³), conforme a leitura de 14 sensores da plataforma PurpleAir.
De acordo com a prefeitura, a suspensão tem como objetivo proteger a saúde de estudantes e profissionais da educação diante dos riscos provocados pela fumaça.
Fumaça é provocada por queimadas na região
A presença de fumaça em Manaus está relacionada ao aumento dos focos de calor no interior do Amazonas e em estados vizinhos, como Rondônia, Pará e Mato Grosso. As partículas liberadas pelos incêndios podem permanecer suspensas na atmosfera por vários dias e ser transportadas pelo vento por longas distâncias.
A falta de chuvas também contribui para a concentração de poluentes no ar. Na sexta-feira (16), Manaus voltou a registrar a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras.
As aulas presenciais da rede municipal estão suspensas desde a primeira metade de outubro, e a medida vem sendo prorrogada diante da persistência do problema.
Para reduzir os prejuízos pedagógicos, a Semed orientou os professores a seguir as recomendações encaminhadas anteriormente pela equipe responsável pela rede municipal.
Universidades também adotam medidas
A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) suspendeu as atividades presenciais em todas as unidades até 23 de outubro. Já a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) adotou suspensões pontuais para esta segunda-feira (19) e terça-feira (20).
Enquanto isso, o governo federal reforçou as ações de combate aos incêndios florestais no estado. Desde o início das operações de apoio federal, em 9 de outubro, foram lançados cerca de 600 mil litros de água durante 260 horas de voo. O Ibama contabiliza 317 incêndios extintos no período.
Em visita a Manaus no domingo, uma comitiva de ministros anunciou o envio de cinco aeronaves adicionais para as operações, elevando de 11 para 16 o número de aeronaves disponibilizadas. A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também devem apoiar as ações, assim como integrantes das Forças Armadas, mobilizados pelo Ministério da Defesa.





