O desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu o menor nível das respectivas séries históricas no período de agosto de 2025 a julho de 2026. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Na Amazônia, foram desmatados 3.335 quilômetros quadrados, segundo o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes). O resultado representa uma redução de 71,2% em relação aos quatro ciclos anteriores do monitoramento. A série histórica do bioma começou em 1988.
No Cerrado, a área desmatada foi de 5.516,69 quilômetros quadrados, o menor valor desde o início da série, em 2001. O número representa uma queda de 48,4% em comparação com os quatro monitoramentos anteriores.
O Prodes utiliza imagens de satélite para calcular anualmente a área de vegetação nativa desmatada nos biomas brasileiros. Os dados consolidados são utilizados para acompanhar a evolução da perda de vegetação e orientar políticas de prevenção e combate ao desmatamento.
Durante a apresentação dos resultados, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, classificou a redução registrada nos dois biomas como “estratosférica”.
A divulgação também incluiu detalhes sobre novos aportes no Fundo Amazônia, destinado ao financiamento de iniciativas de prevenção e combate ao desmatamento e de promoção do desenvolvimento sustentável na região.





