Protestos estudantis na França deixam 40 diretores feridos; quase 1,8 mil pessoas foram detidas

Mais de 400 escolas na França não terão aulas presenciais nesta sexta-feira (2) em razão da escalada de violência registrada durante protestos estudantis nos últimos dias. O movimento ocorre em meio a reivindicações contra a falta de professores e de instalações adequadas nas unidades de ensino.

O ministro da Educação, Édouard Geffray, informou que 65 funcionários ficaram feridos, sendo 40 deles diretores de escolas. Também foram registrados danos significativos nas instalações escolares. Diante do cenário, o ministro pediu aos pais que evitem colocar os filhos em situações de risco.

“Estamos diante de uma verdadeira vontade de destruição do serviço público de educação”, afirmou Geffray.

Segundo as autoridades policiais, durante os protestos foram apreendidos objetos como marretas, barras metálicas, artefatos incendiários e produtos inflamáveis. O ministro, porém, afirmou que a violência não estaria partindo majoritariamente dos estudantes, mas de pessoas de fora que teriam se infiltrado nas manifestações.

Em entrevista à imprensa francesa, Geffray disse que inicialmente não foram identificados muitos alunos envolvidos em atos violentos. Segundo ele, a maioria dos diretores afetados relatou que as pessoas envolvidas nos episódios de violência não eram estudantes das próprias escolas.

Desde segunda-feira (28), 1.793 pessoas foram detidas, de acordo com o Ministério da Justiça. Diante da situação, autoridades administrativas regionais de Paris emitiram decretos proibindo manifestações nesta sexta-feira nas proximidades de escolas de ensino médio que permanecerão fechadas.

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