Um estudo elaborado pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) em parceria com o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre revelou que apenas 17% dos trabalhadores acreanos concluíram o ensino superior. O índice é apontado como um dos principais desafios para que o estado aproveite as oportunidades econômicas ligadas ao corredor bioceânico.
O levantamento, que integra o Plano de Governança da Rota Quadrante Rondon, também mostra que 55% da indústria acreana opera com mão de obra sem qualificação formal e que a informalidade atinge cerca de 46% dos trabalhadores. Embora o Acre possua aproximadamente 653 mil pessoas em idade de trabalhar, menos da metade está ocupada, percentual inferior à média nacional de 58%.
Segundo o estudo, a baixa escolaridade e a limitada oferta de formação técnica dificultam a preparação de profissionais para áreas estratégicas como logística, comércio exterior, bioeconomia, tecnologia, indústria e construção civil, setores que devem ganhar importância com a integração comercial proporcionada pela rota.
O relatório destaca ainda que a economia acreana possui baixa densidade tecnológica, com o setor industrial concentrado em produtos de menor valor agregado. Como consequência, há menor oferta de empregos que exigem qualificação avançada.
Entre as recomendações estão a ampliação da educação de jovens e adultos, expansão do ensino técnico e profissionalizante, fortalecimento de parcerias com instituições como Senai, Sesi, Ifac, Sebrae e Ufac, além de políticas voltadas para manter profissionais qualificados no estado e reduzir o êxodo de jovens em busca de oportunidades em outras regiões.
Por Ac24horas





