Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central reduziram pela terceira semana consecutiva a projeção para a inflação de 2026. Segundo o Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (14), a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,01% para 4,90%.
Apesar da melhora nas projeções, a estimativa ainda permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. A meta central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
O relatório também mostrou uma redução na expectativa de crescimento da economia brasileira. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu de 1,93% para 1,89%. Para 2027, a previsão passou de 1,50% para 1,45%, enquanto para 2028 foi reduzida de 1,96% para 1,87%.
Em agosto, a inflação registrou queda de 0,32%, e o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 4,22%. Já a inflação acumulada em 2025 chegou a 4,26%, acima do centro da meta, mas ainda dentro da faixa de tolerância.
As projeções para a taxa básica de juros permaneceram estáveis. O mercado manteve a expectativa de que a Selic encerre 2026 em 13,75%. Para 2027, a previsão segue em 12% ao ano, enquanto para 2028 permanece em 10,5%.
Em relação ao dólar, os analistas mantiveram a estimativa de R$ 5,20 para o fim de 2026. Para 2027, a projeção foi levemente reduzida de R$ 5,30 para R$ 5,28.
O Relatório Focus reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras e consultorias econômicas sobre os principais indicadores da economia brasileira e serve como uma das referências para o mercado e para a política monetária do Banco Central.





