25 anos do 11 de Setembro: onde caíram os outros dois aviões sequestrados?

Os ataques de 11 de setembro de 2001 ficaram marcados pelas imagens das Torres Gêmeas, em Nova York, sendo atingidas por dois aviões. No entanto, a operação coordenada pela Al-Qaeda envolveu quatro aeronaves comerciais, e os outros dois voos tinham como possíveis alvos importantes símbolos do poder político e militar dos Estados Unidos.

Naquela manhã, 19 integrantes da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões que cumpriam rotas comerciais diferentes. Dois foram lançados contra as Torres Norte e Sul do World Trade Center, enquanto os outros tinham como destino o Pentágono e, provavelmente, algum dos principais prédios do governo norte-americano em Washington.

O Voo 11 da American Airlines atingiu a Torre Norte às 8h46, e o Voo 175 da United Airlines colidiu com a Torre Sul às 9h03. Ao todo, 2.606 pessoas morreram nos prédios e nas áreas próximas.

Os outros dois aviões, porém, tiveram destinos diferentes.

Voo 77: ataque ao Pentágono

O American Airlines 77 havia decolado do Aeroporto Internacional Washington-Dulles, na Virgínia, com destino a Los Angeles, na Califórnia.

Cinco sequestradores assumiram o controle da aeronave após a decolagem. Às 9h37, 51 minutos depois do primeiro impacto em Nova York, o avião atingiu o lado oeste do Pentágono, em Arlington, na Virgínia, região próxima a Washington, D.C.

As 64 pessoas que estavam a bordo morreram. O impacto também matou 120 pessoas que estavam dentro do Pentágono e provocou danos severos à estrutura do edifício.

Após a colisão, foram realizadas operações de emergência no local para atender às vítimas e lidar com os danos provocados pelo impacto.

Voo 93: passageiros tentaram retomar o controle

O United Airlines 93 saiu do Aeroporto Internacional de Newark, em Nova Jersey, com destino a San Francisco, na Califórnia. O voo decolou com atraso naquela manhã, um detalhe que acabou alterando a sequência dos acontecimentos.

Depois que os sequestradores assumiram o controle da aeronave, passageiros e tripulantes começaram a telefonar para familiares e autoridades. Durante as ligações, eles descobriram que outros três aviões já haviam sido utilizados nos ataques contra Nova York e o Pentágono.

A informação levou alguns passageiros a perceberem que o voo também fazia parte de uma operação suicida. Um grupo então se organizou para tentar invadir a cabine e recuperar o controle da aeronave.

Uma luta começou entre passageiros, tripulantes e sequestradores. Às 10h03, o avião caiu em um campo próximo a Shanksville, na Pensilvânia.

Nenhuma das 44 pessoas a bordo sobreviveu.

O alvo exato do Voo 93 nunca foi confirmado. Investigações, porém, apontaram que a aeronave provavelmente seguia em direção a um importante símbolo do poder político norte-americano, como o Capitólio ou a Casa Branca, em Washington.

Os quatro aviões sequestrados

A operação coordenada de 11 de setembro envolveu quatro voos comerciais:

  • American Airlines 11: atingiu a Torre Norte do World Trade Center, em Nova York;
  • United Airlines 175: atingiu a Torre Sul do World Trade Center;
  • American Airlines 77: atingiu o Pentágono, na Virgínia;
  • United Airlines 93: caiu próximo a Shanksville, na Pensilvânia, após a reação de passageiros e tripulantes.

Ao todo, os atentados deixaram 2.977 mortos e provocaram mudanças profundas na política de segurança e na atuação militar dos Estados Unidos nas décadas seguintes.

O que mudou depois dos ataques

Após os atentados, o governo norte-americano iniciou a chamada Guerra ao Terror. Em outubro de 2001, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão com o objetivo de derrubar o regime do Talibã, que abrigava a liderança da Al-Qaeda.

Anos depois, os Estados Unidos também invadiram o Iraque. A guerra não foi diretamente causada pelos ataques de 11 de setembro, mas passou a fazer parte do contexto político e militar criado após os atentados.

Na aviação, os ataques também provocaram mudanças significativas. Aeroportos e companhias aéreas adotaram novas medidas de segurança, enquanto a criação da Transportation Security Administration (TSA) e o endurecimento dos procedimentos de embarque transformaram a experiência dos passageiros nos aeroportos norte-americanos e influenciaram protocolos de segurança adotados em outros países.

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