Festival Jovens do Futuro reúne cultura, formação política e debates sobre sustentabilidade no Acre

Começa nesta quinta-feira (3), em Rio Branco, o Festival Jovens do Futuro, iniciativa organizada pelo Comitê Chico Mendes e pelo movimento que leva o mesmo nome. Com programação gratuita, o evento segue até domingo (6) e reúne atividades voltadas à cultura, formação política, preservação ambiental e discussão sobre alternativas de desenvolvimento para a Amazônia.

A abertura ocorre às 14h, no Museu dos Povos Acreanos, no Centro da capital, com a exposição “Floresta de Expressões, uma floresta construída por muitas mãos”. A mostra ficará disponível para visitação até 10 de outubro.

Criado em 2020, durante a pandemia de Covid-19, o Festival Jovens do Futuro busca se consolidar como um espaço de ativismo, cultura e formação política na Amazônia, reunindo discussões relacionadas às questões ambientais, sociais e culturais do território.

Neste ano, o tema escolhido é “Pertencer para Proteger”, em uma programação realizada na mesma semana em que é celebrado o Dia da Amazônia, em 5 de setembro.

A proposta é aproximar as juventudes dos espaços urbanos e das comunidades da floresta, fortalecendo o sentimento de pertencimento ao território amazônico. A edição também é inspirada na carta-testamento deixada pelo ambientalista Chico Mendes, em 1988, que convocava as novas gerações para participar de processos de transformação social e ambiental.

Juventude e alternativas para a Amazônia

Um dos principais eixos do festival será a discussão sobre os modelos de desenvolvimento para a Amazônia e as possibilidades de construção de alternativas econômicas sustentáveis para os jovens.

Os organizadores pretendem ampliar o debate sobre a ideia de que o agronegócio seria o único ou principal caminho para o desenvolvimento econômico e social da juventude amazônica.

A iniciativa busca estimular a participação dos próprios jovens na pesquisa e na construção de propostas para o futuro do Acre, aproximando as questões ambientais dos desafios enfrentados diariamente nas periferias urbanas e nas comunidades tradicionais.

Além dos debates, a programação inclui atividades relacionadas à economia solidária, artesanato indígena e extrativista, além de manifestações culturais.

Festival terá programação integrada a outros eventos

A programação também será realizada em parceria com a Conferência Estadual de Comunicação dos Povos da Floresta (ComFloresta), que acontece ao longo desta semana no Acre.

Outra parceria será com o Cultura na Praça, evento realizado na Praça dos Povos da Floresta, no Centro de Rio Branco. O espaço receberá atividades do festival no domingo (6), incluindo apresentações de artistas locais, ações culturais e iniciativas de economia solidária.

Segundo Victor Manoel, integrante do Comitê Chico Mendes e um dos organizadores, a expectativa é de grande participação do público devido às parcerias estabelecidas para esta edição.

Programação completa

3 de setembro – quinta-feira

14h – Abertura da exposição “Floresta de Expressões, uma floresta construída por muitas mãos”.

📍 Local: Museu dos Povos Acreanos, Centro de Rio Branco.

A exposição ficará aberta para visitação até 10 de outubro de 2026.

4 de setembro – sexta-feira

15h – Abertura da exposição “Movimento Jovens do Futuro”.

📍 Local: Parque Chico Mendes.

A mostra ficará aberta ao público até 22 de dezembro de 2026.

5 de setembro – sábado | Dia da Amazônia

14h – Debate “Crias de Chico: Amazônia no centro das decisões”.

📍 Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil, na Universidade Federal do Acre (Ufac).

As inscrições serão realizadas pela organização do evento.

6 de setembro – domingo

16h – Festival Jovens do Futuro dentro da programação do Cultura na Praça.

📍 Local: Praça dos Povos da Floresta, no Centro de Rio Branco.

A programação contará com apresentações de artistas locais, atividades culturais, economia solidária e artesanato.

Com a combinação de cultura, formação política, participação juvenil e discussões ambientais, o Festival Jovens do Futuro pretende colocar as novas gerações no centro do debate sobre os caminhos que a Amazônia pode seguir, reforçando a relação entre pertencimento ao território e preservação da floresta.

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