Um destróier de mísseis guiados da Marinha dos Estados Unidos passou quatro dias sem energia enquanto realizava operações de rotina no Mar da China Meridional, em julho. A pane afetou serviços essenciais, como banheiros, cozinha, ar-condicionado e abastecimento de água potável, além de deixar a embarcação temporariamente sem capacidade de manobrar por conta própria.
O incidente envolveu o USS Benfold, navio da classe Arleigh Burke, e foi provocado por uma falha de engenharia nos geradores, segundo a 7ª Frota dos EUA. Nenhum dos tripulantes ficou ferido, e a Marinha afirmou que a equipe manteve as operações durante o período. As temperaturas na região chegaram a variar entre 32°C e 37°C.
Durante a pane, outros navios norte-americanos prestaram apoio ao Benfold. O cruzador USS Robert Smalls forneceu refeições prontas à tripulação, enquanto a embarcação foi posteriormente rebocada para a Baía de Subic, nas Filipinas, onde passou por reparos. O serviço foi concluído em 8 de agosto e o destróier voltou às operações.
A falha ocorre em um momento de maior pressão sobre a Marinha dos EUA, que mantém compromissos militares em diferentes regiões. O grupo de ataque do porta-aviões USS George Washington segue em direção ao Oriente Médio para substituir o USS Abraham Lincoln, mas a Marinha não confirmou se o Benfold será enviado para a região.
O caso também chama atenção por ser a segunda falha de energia envolvendo um destróier norte-americano na área do Comando do Pacífico em poucos meses. Em maio, o USS Higgins sofreu uma avaria de engenharia que provocou perda de energia e propulsão durante várias horas no Indo-Pacífico. Os navios da classe Arleigh Burke são considerados peças centrais da frota de superfície dos Estados Unidos.





