Moradores fecham estrada em Rio Branco e cobram obras para evitar isolamento de comunidade

Moradores da comunidade do Quixadá, em Rio Branco, realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (17) e interditaram a estrada de acesso à localidade para cobrar melhorias na infraestrutura da região.

Segundo os manifestantes, a principal preocupação é com o avanço de uma erosão e as condições de uma ponte localizada a cerca de dois quilômetros do início da estrada. A população teme que, com a chegada do inverno amazônico, a situação se agrave e comprometa completamente o acesso à comunidade.

O bloqueio provocou fila de veículos e só foi encerrado por volta das 9h23, após diálogo entre moradores e representantes da Prefeitura de Rio Branco.

De acordo com Raicleudo Silva de Oliveira, representante da comunidade, a estrutura da ponte apresenta sinais de deterioração e pode deixar centenas de moradores isolados durante o período chuvoso.

Além da recuperação da ponte e da contenção da erosão, os moradores também cobram serviços de tapa-buracos ao longo da estrada. Segundo eles, a realização das obras teria sido acordada entre a prefeitura e o governo estadual ainda durante o inverno passado, mas os serviços não foram concluídos.

Durante o protesto, o secretário municipal de Articulação Institucional, Wellington Chave, esteve no local e afirmou que equipes da Operação Tapa-Buraco devem iniciar os trabalhos na região na próxima quinta-feira (20). Ele também informou que a prefeitura aguarda a chegada de material específico para realizar a contenção da área afetada pela erosão.

Os moradores afirmam que já receberam promessas anteriores de recuperação da estrada, mas que as intervenções não foram executadas, motivo pelo qual decidiram realizar a manifestação.

Outro protesto bloqueia trecho da BR-364

Também nesta segunda-feira (17), integrantes da Associação Geral do Povo Noke Koi (AGPN) realizaram um protesto no km 625 da BR-364, cerca de 66 quilômetros após Cruzeiro do Sul, no sentido Rio Branco.

O grupo reivindica a manutenção urgente dos acessos às aldeias indígenas da região. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanhou a manifestação e alertou motoristas sobre possíveis interrupções no tráfego durante o ato.

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