O basquete brasileiro está de luto pela morte de Carlos Massoni, o Mosquito, aos 87 anos. Ícone da seleção brasileira, o ex-armador conquistou o título mundial de 1963 e duas medalhas de bronze em Jogos Olímpicos, consolidando seu nome entre os grandes jogadores da história da modalidade no país.
A morte ocorreu nesta quinta-feira (13), poucos meses após a despedida de outro dos maiores nomes do basquete brasileiro, Oscar Schmidt.
A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) lamentou a perda e destacou a importância de Mosquito para o esporte nacional, ressaltando o legado deixado pelo ex-jogador para as novas gerações.
Carreira nos clubes
Nascido na capital paulista, Carlos Massoni iniciou sua trajetória no basquete defendendo a Associação Atlética São Paulo. Posteriormente, profissionalizou-se no Palmeiras, onde ganhou destaque no cenário nacional.
Depois da passagem pelo clube alviverde, o armador defendeu o Sírio durante dez temporadas. Nos últimos anos de carreira, também passou por Portuguesa e São Caetano.
Formado em Educação Física, Mosquito continuou ligado ao esporte mesmo depois de deixar as quadras. Ele trabalhou como professor e técnico, contribuindo para a formação de novos atletas.
Campeão mundial com a seleção
A principal conquista da carreira veio em 1963, quando Mosquito integrou a seleção brasileira campeã mundial em um torneio disputado no Rio de Janeiro.
O ex-armador também participou de outras duas campanhas que levaram o Brasil ao pódio em Campeonatos Mundiais. Em 1967, conquistou a medalha de bronze, enquanto em 1970 ficou com a prata.
Nos Jogos Olímpicos, Mosquito conquistou duas medalhas de bronze: em Roma, em 1960, e Tóquio, em 1964.
A trajetória pela seleção também inclui conquistas nos Jogos Pan-Americanos. Ele foi campeão em Cali, em 1971, além de conquistar a prata em São Paulo, em 1963, e o bronze em Chicago, em 1959.
Legado
Mosquito era reconhecido pela intensidade dentro de quadra, pela capacidade de organização do jogo e pelas infiltrações para as bandejas. A CBB também destacou a disposição coletiva e a entrega do ex-armador durante sua carreira.
Em 2023, ele participou de uma homenagem organizada pela entidade no Rio de Janeiro para celebrar os 60 anos do título mundial conquistado pelo Brasil em 1963. Na ocasião, esteve ao lado de familiares e companheiros daquela geração histórica.
Com uma carreira marcada por títulos, medalhas e décadas dedicadas ao basquete, Mosquito deixa um legado que permanece entre as páginas mais importantes da história do esporte brasileiro.





