Equipes do Corpo de Bombeiros seguem, nesta quinta-feira (13), pelo quarto dia de buscas pelo corpo de Davi Araújo da Silva, de 8 anos, desaparecido desde domingo (9) nas águas do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul. Os mergulhadores realizam buscas submersas na tentativa de localizar o menino, enquanto o irmão, José Araújo da Silva, de 11 anos, já foi encontrado.
De acordo com o o Major Josadac Cavalcante, comandante do Copo de Bombeiros, o perímetro definido para as buscas é extenso. A área começa no ponto onde Davi desapareceu e segue até o trecho final da praia que permanece submerso, totalizando mais de 500 metros de extensão.
Os mergulhadores realizam uma varredura em formato de zigue-zague, cobrindo uma faixa de mais de 20 metros de largura a cada passagem. O trabalho é feito de maneira minuciosa, com os profissionais tateando o fundo do rio para descartar a possibilidade de o corpo estar em determinado ponto.
Em algumas áreas, os mergulhadores também precisam fazer escavações manuais no leito do rio.
Um dos principais obstáculos encontrados durante a operação, de acordo com o comandante, é a própria composição do fundo do Rio Juruá.
“O que mais prejudica nesse local, exclusivamente, não é nem a parte de galhadas submersas, de pedras, é mais por se tratar de areia e ter essas valas e buracos que existem no meio da praia, e isso pode gerar o risco de aterrar o corpo. Mas os mergulhadores, assim que encontram um tronco ou uma galhada, fazem toda a inspeção desse local para identificar se o corpo não está ali enroscado”, afirmou.
A estratégia do Corpo de Bombeiros é concluir uma varredura completa da área submersa antes de avançar para uma nova etapa da operação.
Depois disso, as equipes deverão realizar buscas superficiais, verificando se o corpo pode estar boiando, preso a algum tronco ou localizado próximo às margens do rio. O comandante explicou que a corporação já registrou casos em que corpos foram encontrados depois de vários dias de desaparecimento. Segundo ele, já houve ocorrências em que vítimas foram localizadas após sete, dez e até 15 dias.
Comoção aumenta entre familiares e moradores
O caso provocou forte comoção entre familiares e moradores de Cruzeiro do Sul. O comandante do Corpo de Bombeiros disse que “A gente sabe que é a morte de duas crianças, isso gera uma comoção tanto da família quanto da comunidade. O Corpo de Bombeiros está pronto para dar essa resposta como está dando desde o primeiro dia, mas a gente sabe das dificuldades para se localizar um corpo numa extensão muito longa do rio”
Segundo Josadac, a cada dia que passa, as condições da busca podem se tornar mais difíceis. A movimentação da areia e a ação de animais aquáticos são fatores que podem interferir na localização.
Ainda assim, os bombeiros mantêm a operação e seguem realizando uma varredura minuciosa na área estabelecida para tentar encontrar Davi.





