Estudantes reunidos no I Encontro de Assistência Estudantil por uma Universidade Popular no Acre definiram a defesa da Tarifa Zero como uma das principais pautas de mobilização. O manifesto final do encontro, assinado pelo Movimento por uma Universidade Popular (MUP), também reivindica a reestatização do transporte coletivo e o fim do modelo de concessões.
O documento aponta o sucateamento do transporte público no estado, com ônibus quebrados, redução de linhas e dificuldades de deslocamento para instituições de ensino. Os participantes defendem a criação de um programa permanente de mobilização pela Tarifa Zero, além do fortalecimento do Fórum da Tarifa Zero e da união com sindicatos, movimentos populares e organizações da classe trabalhadora.
A assistência estudantil também esteve entre os principais temas. O grupo defende a ampliação do orçamento das universidades públicas, o fortalecimento de políticas de alimentação, moradia, bolsas e transporte e a gestão pública dos Restaurantes Universitários. O manifesto ainda cobra melhorias em cursos estratégicos e a regularização do curso de Educação Indígena.
Entre as propostas está também a ampliação das políticas de cotas, incluindo a defesa de cotas para pessoas trans nos cursos de graduação da Universidade Federal do Acre (UFAC), além da democratização das instituições de ensino com maior participação da comunidade acadêmica.
Ao final, os estudantes aprovaram dez bandeiras de luta, incluindo a defesa da assistência estudantil como direito universal, o enfrentamento ao Arcabouço Fiscal, a ampliação do orçamento das universidades, a Tarifa Zero, a democratização do ensino superior e a criação de um calendário permanente de mobilização.
Segundo o manifesto, a intenção é transformar as discussões do encontro em ações contínuas, fortalecendo as entidades estudantis e a articulação com movimentos sociais e trabalhadores em defesa de uma Universidade Popular.





