Randriely Silva usou as redes sociais para denunciar a situação enfrentada ao procurar o Hospital de Assis Brasil após apresentar sangramento e temer perder o bebê. A gestante relata que o médico indicou uma medicação injetável para tentar “segurar o bebê”, mas o medicamento não está disponível no hospital. Segundo ela, o profissional chegou a procurar a medicação em farmácias de Assis Brasil, também sem sucesso.
Diante da situação, Randriely precisaria ser encaminhada para Brasileia, mas o município enfrenta outro problema: a ambulância disponível para realizar o transporte está quebrada.
“Se a gente não tirar do bolsinho da gente, a gente não vai. Aí a gente tira de onde não tem, pra poder ir, se não quiser que aconteça algo grave com a gente”, relatou.
No vídeo, Randriely mostra a ambulância parada e afirma que o veículo teria chegado ao município há menos de seis meses. Ela diz ainda que outro paciente, vítima de acidente, também precisava de transferência.
“Chega uma pessoa precisando ser encaminhada pra outro município com urgência […] não tem uma ambulância, porque a ambulância tá quebrada e ninguém conserta nada, ninguém resolve nada.”
O relato vem à tona após a denúncia de outra família sobre dificuldades no atendimento no Alto Acre. No caso anterior, uma mulher vítima de grave acidente teria esperado mais de duas horas por ambulância e enfrentado dificuldades nas transferências entre unidades de saúde. Ela teve os dois braços amputados.
Os relatos colocam novamente em discussão as condições de atendimento e transferência de pacientes na região.
Randriely afirma que pretende denunciar o caso ao Ministério Público.
Contato:
Randriely Silva
+55 68 9220-9298





