O governo do Irã divulgou neste sábado (8) uma lista de exigências aos Estados Unidos para permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás.
As condições foram anunciadas pelo Conselho de Segurança Nacional iraniano enquanto o país negocia com Omã um acordo para a gestão conjunta da estratégica via marítima, localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Entre as exigências apresentadas por Teerã estão o compromisso dos Estados Unidos de não ameaçar o Irã, o fim permanente das ações militares contra o país e seus aliados na região, a suspensão das sanções econômicas, a retirada do bloqueio naval contra portos iranianos e a liberação de ativos financeiros congelados.
O governo iraniano também cobra compensações financeiras pelos danos causados por conflitos envolvendo os dois países.
Exigências apresentadas pelo Irã
- Não ameaçar o Irã nem desrespeitar os valores do país;
- Encerrar permanentemente ações militares contra o Irã e aliados no Líbano, Iêmen, Iraque e Palestina;
- Retirar o bloqueio naval imposto a portos iranianos;
- Pagar compensações pelos danos provocados pela guerra;
- Suspender as sanções norte-americanas contra o Irã;
- Liberar recursos financeiros iranianos congelados.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o acordo com Omã para definir novas regras de navegação no Estreito de Ormuz está próximo de ser concluído.
Apesar do avanço das negociações, ainda não foram divulgados detalhes sobre como funcionará a administração conjunta da rota marítima pelos dois países.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das passagens marítimas mais importantes do planeta, por onde circula uma parcela significativa do petróleo exportado do Oriente Médio para mercados internacionais. Qualquer restrição ou interrupção no tráfego da região costuma provocar impactos no comércio global e nos preços da energia.





