Cerca de 60 barqueiros responsáveis pelo transporte escolar de estudantes da rede estadual em Tarauacá anunciaram a paralisação das atividades após denunciarem atrasos salariais e falta de pagamento pelo aluguel das embarcações. A suspensão do serviço começou na sexta-feira (31) e, caso a situação não seja resolvida, cerca de 700 alunos de comunidades ribeirinhas poderão ficar sem acesso às escolas a partir desta segunda-feira (3).
Segundo os trabalhadores, os pagamentos são de responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação (SEE), por meio de empresas terceirizadas contratadas para efetuar os repasses dos salários, do aluguel das embarcações e do combustível utilizado nas rotas escolares.
Os barqueiros afirmam que enfrentam atrasos recorrentes e descontos que consideram irregulares. Um dos trabalhadores relata que não recebeu nenhum pagamento referente ao aluguel de sua embarcação em 2026, embora o valor mensal acordado seja de R$ 1 mil. Ele também afirma que, desde abril, começaram a ocorrer descontos nos salários, que variam entre R$ 1.800 e R$ 1.900.
Outro profissional informou que foi demitido após cobrar os valores em atraso. Segundo ele, há trabalhadores com salários pendentes de dois a três meses e casos em que o aluguel das embarcações está sem pagamento há até nove meses.
Os barqueiros também denunciam descontos sob a justificativa de ausência ao trabalho. No entanto, afirmam que, em diversas ocasiões, não conseguiram realizar as viagens porque o combustível necessário para o transporte dos estudantes não foi disponibilizado no prazo.
A categoria aguarda uma solução para o impasse e afirma que só retomará o serviço após a regularização dos pagamentos. Até o momento, a Secretaria de Estado de Educação não havia se manifestado sobre as denúncias.





