Ataques dos EUA e da Arábia Saudita matam 20 combatentes de grupo pró-Irã no Iraque

Ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita contra alvos no Iraque deixaram pelo menos 20 combatentes mortos e 32 feridos, segundo informações divulgadas pelas Forças de Mobilização Popular do Iraque, grupo paramilitar apoiado pelo Irã.

A ofensiva ocorreu na terça-feira (28) e, de acordo com o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom), teve como objetivo atingir integrantes de grupos alinhados ao Irã que estariam envolvidos em ataques contra forças norte-americanas e instalações de energia sauditas.

Segundo o Centcom, aeronaves de combate dos dois países atingiram locais de logística e armazenamento de armas no leste do Iraque. A ação foi apresentada como uma resposta a mais de 30 ataques com drones realizados nas últimas 72 horas contra alvos ligados aos Estados Unidos e à infraestrutura petrolífera da Arábia Saudita.

O conflito amplia uma nova frente de tensão no Oriente Médio, envolvendo grupos armados aliados do Irã e países que apoiam a presença militar norte-americana na região. As Forças de Mobilização Popular fazem parte do chamado “Eixo da Resistência”, uma rede informal de grupos aliados ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), que também inclui organizações como o Hamas, na Palestina, e o Hezbollah, no Líbano.

A operação ocorre após um período de escalada militar envolvendo os Estados Unidos e o Irã, sendo considerada uma das principais ações norte-americanas na região desde a suspensão de uma sequência de ataques contra território iraniano.

O presidente do Iraque, Nizar Amedi, condenou os bombardeios e classificou a ação como uma violação da soberania do país. Segundo ele, ataques realizados em território iraquiano são “inaceitáveis” e contrariam normas do direito internacional e a Carta das Nações Unidas.

Apesar das críticas aos ataques estrangeiros, o presidente iraquiano também afirmou que o território do país não deve ser utilizado como base para ofensivas contra outras nações. Amedi reforçou a posição do governo contra o uso do Iraque como palco de disputas regionais e internacionais.

A ofensiva aumenta a preocupação de autoridades internacionais sobre uma possível ampliação do conflito no Oriente Médio, em um cenário marcado por confrontos entre grupos apoiados pelo Irã, Estados Unidos e aliados regionais.

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