Dois novos casos de cura do HIV foram anunciados na segunda-feira (27), durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada no Rio de Janeiro. Com isso, chega a 13 o número de pessoas consideradas curadas ou em remissão prolongada da infecção em todo o mundo. Os pacientes são conhecidos pelos codinomes “Ascent” e “Kansas City”, em referência às cidades onde receberam tratamento.
Os dois pacientes viviam com HIV e também foram diagnosticados com cânceres hematológicos, o que exigiu um transplante de medula óssea. Após o procedimento, realizado com células-tronco de doadores compatíveis, eles interromperam o tratamento antirretroviral e continuam sem sinais detectáveis do vírus, o que levou os pesquisadores a classificarem os casos como de cura ou remissão de longo prazo.
Segundo os especialistas, os casos representam um importante avanço científico porque ajudam a entender novos mecanismos capazes de eliminar o HIV do organismo. No entanto, o transplante de medula não é uma alternativa para a maioria das pessoas que vivem com o vírus, já que é um procedimento de alto risco, indicado apenas para pacientes com doenças graves, como alguns tipos de câncer.
Atualmente, o tratamento com medicamentos antirretrovirais continua sendo a forma mais eficaz de controlar o HIV. Quando a carga viral se torna indetectável, a pessoa mantém qualidade de vida e não transmite o vírus por via sexual, enquanto pesquisadores seguem buscando uma cura segura e acessível para todos.





