A Justiça do Acre marcou para o dia 14 de setembro a primeira audiência de instrução do processo que apura a morte de Rayza Emanuelle Oliveira Souza, de 26 anos, encontrada desacordada em um quarto de motel, em Rio Branco, em setembro de 2025. O réu, Werner Lima Andrade, de 34 anos, responde por homicídio simples após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC).
Segundo a acusação, Werner deixou de prestar socorro à vítima quando ela passou mal dentro do quarto, saiu do local levando a chave e trancando a porta, o que teria dificultado um atendimento rápido. O acusado responde ao processo em liberdade.
Durante a audiência, serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do réu. O MP também solicita que, em caso de condenação, Werner seja obrigado a pagar uma indenização mínima equivalente a dez salários mínimos à família da vítima.
Às vésperas da audiência, a mãe de Rayza afirmou esperar que a Justiça responsabilize o acusado. “Ela não merecia o que aconteceu. Ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém”, declarou. A mulher também disse que hoje cria os dois filhos deixados pela jovem e enfrenta problemas de saúde após a perda da filha.
Em depoimento à Polícia Civil, Werner afirmou que contratou um programa com Rayza, que os dois consumiram drogas no motel e que ela passou mal. Segundo ele, tentou socorrê-la, mas deixou o local por medo, sem avisar os funcionários. A versão é contestada pela família.
O laudo do Instituto Médico Legal concluiu que Rayza morreu em decorrência de um edema agudo de pulmão, que causou insuficiência respiratória aguda. No entanto, os peritos não conseguiram determinar o que provocou o quadro. Exames toxicológicos deram resultado negativo para álcool e outras substâncias pesquisadas, contrariando a versão apresentada pelo acusado. Além disso, a necropsia não encontrou sinais de agressão ou traumatismo que indicassem luta corporal.
O caso segue em tramitação na Justiça, e a audiência de instrução representa uma das principais etapas antes da decisão sobre a responsabilização criminal do acusado.






