Hackers que transmitiram ataque cibernético contra transporte de Londres são condenados a prisão

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Dois jovens responsáveis por um ataque cibernético que paralisou parte dos sistemas da Transport for London (TfL), órgão responsável pelo transporte público da capital britânica, foram condenados a cinco anos e seis meses de prisão.

Owen Flowers, de 18 anos, e Thalha Jubair, de 20, admitiram participação no ataque ocorrido em 2024. Segundo as autoridades britânicas, ambos integravam o grupo de cibercriminosos conhecido como Scattered Spider, associado a diversos ataques de grande repercussão internacional.

A invasão comprometeu serviços online da TfL por meses, expôs dados pessoais de milhões de usuários e obrigou cerca de 27 mil funcionários a redefinirem suas senhas presencialmente. A Justiça britânica revelou que os criminosos chegaram a transmitir ao vivo parte da ação, que durou aproximadamente 16 horas.

De acordo com a Agência Nacional de Crimes do Reino Unido (NCA), os hackers conseguiram acesso aos sistemas ao se passarem por um funcionário da TfL e convencerem um atendente do suporte técnico a redefinir uma senha. Após a invasão, tiveram acesso a informações de usuários do cartão Oyster, utilizado no transporte público londrino.

A TfL estima que o ataque tenha causado prejuízo de cerca de 29 milhões de libras esterlinas. Ao todo, 148 sistemas tecnológicos foram afetados, prejudicando diversos serviços, incluindo o Dial-a-Ride, voltado ao atendimento de pessoas com deficiência e passageiros vulneráveis.

As investigações apontaram que os dois jovens já possuíam histórico de envolvimento com crimes cibernéticos. Jubair acumula diversas condenações relacionadas a invasões digitais, fraudes e assédio, enquanto Flowers foi flagrado pelas autoridades realizando novos ataques contra instituições de saúde dos Estados Unidos no momento de sua prisão.

Após a sentença, a NCA afirmou que o caso evidencia o crescimento da participação de adolescentes e jovens adultos em grupos de crimes cibernéticos. Especialistas alertam que comunidades criminosas online continuam atraindo novos integrantes, especialmente jovens que passam grande parte do tempo conectados à internet.

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