Polícia antiterrorismo assume investigação sobre morte de Ann Widdecombe no Reino Unido

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A polícia antiterrorismo do Reino Unido assumiu a liderança das investigações sobre a morte da ex-ministra conservadora Ann Widdecombe, de 78 anos, após o surgimento de novas informações e evidências relacionadas ao caso.

Inicialmente, um homem britânico de 28 anos, morador de Rotherham, em South Yorkshire, havia sido preso sob suspeita de assassinato no último sábado. No entanto, as autoridades informaram que ele foi novamente detido, desta vez sob suspeita de envolvimento na prática, preparação ou incentivo a atos de terrorismo.

Segundo Laurence Taylor, chefe da Polícia Nacional de Contraterrorismo, diversas linhas de investigação estão em andamento para determinar a motivação do ataque.

Widdecombe foi encontrada morta na quinta-feira em sua residência, localizada em Haytor, no condado de Devon. De acordo com a polícia, ela apresentava ferimentos graves.

A investigação passou a ser conduzida pela Unidade Antiterrorismo do Sudeste da Inglaterra (CTPSE), que afirmou que novas evidências vieram à tona durante o que classificou como uma apuração dinâmica e complexa.

A ministra do Interior britânica, Shabana Mahmood, informou que apresentará uma atualização do caso ao Parlamento. Em publicação nas redes sociais, ela prestou solidariedade aos familiares, amigos e admiradores da ex-parlamentar.

As autoridades também analisam imagens de câmeras de segurança que mostram um homem, apontado como suspeito, deixando uma residência em Rotherham e entrando em um veículo vermelho horas antes do horário em que Widdecombe teria sido atacada. As gravações indicam que ele carregava um objeto comprido no bolso do short.

A distância entre Rotherham e Haytor é de aproximadamente 430 quilômetros, trajeto que pode ser percorrido em cerca de quatro horas e meia de carro.

Equipes policiais e peritos realizaram buscas em um imóvel ligado ao suspeito, enquanto vizinhos relataram ter presenciado uma operação com agentes armados no momento da prisão. Um veículo vermelho também teria sido apreendido durante as diligências.

Antes da transferência do caso para a unidade antiterrorismo, a Polícia de Devon e Cornwall havia informado que não existiam indícios de motivação política. Mesmo assim, os investigadores afirmaram que permaneciam abertos a todas as hipóteses.

A corporação acredita que o ataque tenha ocorrido na quarta-feira por volta das 12h30 e informou ter recebido mais de 120 denúncias e informações do público desde o início das investigações. O policiamento na região deverá permanecer reforçado nas próximas semanas.

Ann Widdecombe foi deputada conservadora por Maidstone durante 23 anos e ocupou cargos ministeriais no governo de John Major entre 1994 e 1997. Após deixar o Parlamento em 2010, ganhou notoriedade também na televisão britânica, participando do programa “Strictly Come Dancing” e chegando à final do reality “Celebrity Big Brother”.

Em 2019, filiou-se ao Partido do Brexit, posteriormente representando o sudoeste da Inglaterra no Parlamento Europeu até 2020.

A morte da ex-parlamentar provocou grande repercussão no Reino Unido. Lideranças políticas de diferentes correntes prestaram homenagens, entre elas o primeiro-ministro Keir Starmer, a líder conservadora Kemi Badenoch e o líder do Reform UK, Nigel Farage.

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