O senador norte-americano Mitch McConnell, de 84 anos, informou que ainda não retornará às atividades no Senado dos Estados Unidos após sofrer uma queda e ser diagnosticado com um caso leve de pneumonia.
A declaração foi divulgada neste domingo (12), sendo a primeira manifestação pública do republicano do Kentucky desde sua internação, ocorrida em meados de junho. A ausência prolongada do parlamentar havia gerado especulações sobre seu estado de saúde.
Em comunicado acompanhado por uma fotografia ao lado da esposa, a ex-secretária de Transportes Elaine Chao, McConnell revelou que chegou a perder a consciência brevemente após a queda e foi levado ao hospital para uma série de exames.
Segundo o senador, os médicos descartaram lesões graves e outras complicações. “Meus médicos confirmaram que não quebrei nenhum osso nem sofri concussão. Não tive ataque cardíaco nem derrame. Também não tenho tumores ou hemorragias”, afirmou.
McConnell também mencionou os desafios físicos decorrentes da poliomielite que contraiu aos dois anos de idade. A doença deixou parte de sua perna esquerda paralisada, condição que continua afetando sua mobilidade décadas depois.
Durante a internação, o senador desenvolveu um quadro leve de pneumonia. Atualmente, ele está em um centro de reabilitação e segue as recomendações médicas para recuperação.
“Por mais frustrante que seja, esse processo leva tempo. Seguindo a orientação dos meus médicos, ainda não poderei retornar ao plenário do Senado para votar”, declarou.
A divulgação da atualização ocorre após questionamentos públicos sobre sua condição de saúde. O governador do Kentucky, Andy Beshear, chegou a pedir mais transparência sobre a situação do parlamentar diante das preocupações relacionadas à sua capacidade de exercer o cargo.
McConnell é uma das figuras mais influentes da política americana nas últimas décadas e detém o título de líder partidário mais longevo da história do Senado dos Estados Unidos.
Nos últimos anos, ele enfrentou diversos problemas de saúde. Em 2024, sofreu ferimentos após uma queda em um evento do Senado e, no início deste ano, também precisou ser hospitalizado por causa de uma gripe.
O senador já anunciou que deixará o Congresso ao fim de seu mandato, em janeiro do próximo ano. Apesar disso, afirmou que pretende concluir suas responsabilidades antes da aposentadoria.
“Parte da minha decisão de me aposentar foi reconhecer as exigências do trabalho no Senado. Mas ainda tenho tarefas inacabadas e pretendo concluir o trabalho para o qual fui eleito”, afirmou.






