Justiça condena oito envolvidos em rebelião que deixou cinco mortos em presídio do Acre

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A Justiça do Acre condenou oito integrantes de uma organização criminosa pela participação na rebelião registrada em julho de 2023 na Penitenciária Antônio Amaro Alves, em Rio Branco. O motim terminou com a morte de cinco detentos e mobilizou forças de segurança para conter a crise. As penas aplicadas somam mais de 102 anos de prisão.  

Os condenados foram identificados como Railan Silva dos Santos, Selmir da Silva Almeida Melo, Bertônio da Silva Lessa, Cleydvar Alves da Silva, James Oliveira Bezerra, Gelcimar Pinto de Macedo, Manoel Moreira da Silva e Paulo Roberto Araújo Campelo. Cada um recebeu pena de 12 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de multa.  

De acordo com a sentença, as investigações apontaram que Railan e Selmir exerciam papel de liderança na organização criminosa e coordenavam as ações durante a rebelião, incluindo negociações com as forças de segurança. A condenação foi baseada em provas como imagens de videomonitoramento, interceptações telefônicas e análises de aparelhos celulares.  

A decisão também manteve a prisão preventiva dos oito condenados e negou o direito de recorrerem em liberdade. O processo teve origem em denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre, que apontou a atuação dos réus na organização e execução do motim.  

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