Os governos dos Estados Unidos e do Irã anunciaram nesta quarta-feira (17) a assinatura de um acordo provisório de paz que estabelece 14 compromissos considerados essenciais para interromper o conflito que vinha gerando forte tensão na região do Oriente Médio.
O documento, assinado pelo presidente norte-americano Donald Trump e pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian, prevê a continuidade das negociações diplomáticas com o objetivo de transformar o memorando em um tratado definitivo dentro de um prazo de até 60 dias.
Entre os principais pontos definidos no entendimento entre os dois países está o cessar-fogo imediato e permanente, além da retomada da circulação de embarcações no estratégico Estreito de Ormuz, rota considerada fundamental para o transporte global de petróleo.
O acordo também prevê o relaxamento de sanções econômicas impostas ao Irã, permitindo que o país volte a comercializar petróleo e produtos petroquímicos no mercado internacional. Em contrapartida, Teerã se comprometeu a manter limitações relacionadas ao seu programa nuclear e reafirmou que não desenvolverá armas nucleares.
Outro ponto de destaque no memorando é a criação de um fundo estimado em US$ 300 bilhões destinado à reconstrução econômica iraniana. Segundo informações divulgadas por autoridades envolvidas nas negociações, os recursos não seriam retirados diretamente dos cofres norte-americanos, mas de um mecanismo internacional ainda em discussão.
O entendimento entre Washington e Teerã é visto por analistas internacionais como uma tentativa de estabilizar a região após meses de confrontos militares e impactos significativos no mercado global de energia.
Apesar da assinatura, representantes dos dois países afirmaram que o documento atual ainda é preliminar e que novas rodadas de negociação serão fundamentais para consolidar um acordo permanente nas próximas semanas.






