Motim em delegacia de Guajará termina após intervenção das forças de segurança; presos reivindicavam melhores condições

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Um motim registrado na última sexta-feira na delegacia de Guajará, no interior do Amazonas, mobilizou forças de segurança e terminou após uma operação conjunta que conseguiu controlar a situação sem registros graves entre os detentos.

De acordo com o delegado Adenilson Carlos, a confusão teve início por volta do meio-dia, quando presos que ocupavam as celas 1 e 2 iniciaram uma série de reivindicações relacionadas às condições dentro da unidade. Segundo ele, entre as principais demandas apresentadas pelos detentos estavam pedidos por melhoria na alimentação, autorização para visitas íntimas, aumento dos dias destinados ao banho de sol e ampliação do período de visitas.

O delegado explicou, no entanto, que a manifestação acabou evoluindo para um motim, com presos causando danos na estrutura da delegacia e comprometendo inclusive o sistema elétrico do local. “Eles iniciaram esse movimento reivindicando melhores condições, mas isso aconteceu em forma de motim, causando danos na estrutura elétrica, comprometendo a segurança da unidade e até realizando uma tentativa de fuga”, afirmou.

Com a falta de energia e dificuldades na comunicação, a Polícia Civil acionou imediatamente a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Assuntos Penitenciários do Amazonas. Também foi solicitado apoio do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (IAPEN), que enviou uma equipe de intervenção tática de Cruzeiro do Sul para auxiliar na contenção.

A ação contou ainda com apoio da Polícia Militar e da Guarda Civil, que atuaram de forma conjunta até que a situação fosse totalmente controlada por volta das 18 horas do mesmo dia. Ainda segundo Adenilson Carlos, não houve feridos durante a intervenção. Apenas um dos presos precisou ser encaminhado ao hospital, mas devido a um problema de saúde anterior ao motim.

Após o controle da situação, foi realizada uma revista completa nas celas, limpeza do ambiente, retirada de objetos proibidos e reparos emergenciais na estrutura danificada.

O delegado destacou que parte das reivindicações feitas pelos detentos são consideradas legítimas, já que atualmente 45 presos estão custodiados dentro da carceragem da delegacia, um espaço que não foi projetado para funcionar como unidade prisional definitiva. “Hoje nós temos presos condenados e provisórios dentro de uma delegacia, que não é uma unidade prisional propriamente dita. Essa é uma realidade que enfrentamos aqui e em outras regiões do Amazonas”, explicou.

Sobre a alimentação, o delegado reconheceu que o assunto é uma reclamação frequente entre os presos, mas ressaltou que o Estado vem buscando alternativas para garantir o fornecimento adequado das refeições, apesar das dificuldades para encontrar fornecedores dispostos a manter o serviço de forma contínua.

As autoridades seguem acompanhando a situação e discutindo alternativas junto aos órgãos estaduais para melhorar as condições do sistema prisional no município.

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