A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre decidiu, por unanimidade, manter a condenação do policial penal Raimundo Nonato Veloso Neto, sentenciado a 19 anos e 10 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado, lesão corporal e importunação sexual. O caso envolve a morte de Weslei Santos da Silva e os ferimentos causados à namorada da vítima durante a Expoacre, em Rio Branco.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (21), após análise do recurso apresentado pela defesa do policial, que pedia a anulação do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri em setembro do ano passado. O advogado Wellington Silva argumentou que a condenação teria sido contrária às provas apresentadas no processo e apontou suposta contradição na decisão dos jurados.
Ao votar pelo não provimento do recurso, a desembargadora Denise Castelo Bonfim afirmou que a decisão dos jurados seguiu uma das versões apresentadas durante o julgamento e respeitou os critérios legais. Segundo a magistrada, o fato de a defesa discordar da conclusão do júri não é suficiente para anular a sentença. O entendimento foi acompanhado pelos demais desembargadores da Câmara Criminal.
O crime ocorreu na madrugada de 7 de agosto de 2023, durante a realização da Expoacre. Conforme o processo, o policial penal, que estaria embriagado, teria assediado Rita de Cássia, namorada de Weslei. Ao tentar deixar o local com a companheira, Weslei foi baleado, assim como a jovem. Ele chegou a ser socorrido em estado grave, mas morreu no dia seguinte no pronto-socorro da capital.






