Air France e Airbus são condenadas por acidente aéreo que matou 228 pessoas em voo do Rio para Paris

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A Justiça francesa condenou nesta quinta-feira (21) a Air France e a fabricante Airbus por homicídio culposo corporativo no caso do acidente aéreo ocorrido em 2009, que matou 228 pessoas durante um voo entre o Rio de Janeiro e Paris.

A decisão foi tomada pelo Tribunal de Apelações de Paris, que reformou a sentença anterior de 2023, quando as duas empresas haviam sido absolvidas.

O acidente envolveu um Airbus A330 da Air France, que desapareceu dos radares durante uma tempestade sobre o Oceano Atlântico. A aeronave fazia o voo AF447, partindo do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino à capital francesa.

Todos os 216 passageiros e 12 tripulantes morreram na queda, considerada até hoje o acidente mais mortal da história da aviação francesa.

Os destroços da aeronave foram encontrados após uma extensa operação de buscas em uma área de cerca de 10 mil quilômetros quadrados no fundo do oceano. Já as caixas-pretas do avião só foram localizadas em 2011, quase dois anos após a tragédia.

Durante o julgamento, promotores franceses classificaram a conduta das empresas como “inaceitável” e acusaram Air France e Airbus de apresentarem argumentos inconsistentes durante o processo.

Com a condenação, as duas companhias terão de pagar a multa máxima prevista pela legislação francesa: 225 mil euros cada, valor equivalente a cerca de R$ 1,3 milhão.

Apesar da decisão, familiares de vítimas criticaram o montante da penalidade, considerando a punição simbólica diante da dimensão da tragédia.

A expectativa é que Airbus e Air France recorram novamente da decisão judicial. Até o momento, as empresas seguem negando responsabilidade pelo acidente.

Na época da tragédia, França e Brasil atuaram conjuntamente nas buscas. Enquanto autoridades francesas conduziram as investigações técnicas, equipes brasileiras participaram da recuperação dos corpos no Oceano Atlântico.

Nos primeiros 26 dias de buscas, 51 corpos foram encontrados, muitos ainda presos aos assentos da aeronave. Familiares relataram, ao longo dos anos, a dificuldade enfrentada para localizar e sepultar vítimas do acidente.

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