Cruzeiro do Sul lança programa Família Acolhedora para crianças vítimas de violência e abandono

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul lançou nesta sexta-feira (15) o programa Família Acolhedora, iniciativa voltada ao acolhimento provisório de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por determinação judicial. O serviço será executado em parceria com a Fundação Betel e acompanhado pela rede de proteção do município.

Segundo a secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Milka Santos, o programa representa um avanço na garantia dos direitos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

“Hoje é um momento histórico. Estamos dando mais um passo importantíssimo na defesa do direito das nossas crianças, na proteção integral das crianças e adolescentes vítimas de violência”, destacou.

O programa funcionará por meio do acolhimento temporário em casas de famílias cadastradas e capacitadas pela equipe técnica. Diferente de um abrigo institucional, as crianças passarão a viver em ambiente familiar enquanto a Justiça define os encaminhamentos necessários.

“A criança que sair do seu lar por determinação judicial não irá para um abrigo. Ela irá para uma família acolhedora, onde terá cuidados, proteção, carinho e atenção especial”, explicou a secretária.

A gestão do serviço ficará sob responsabilidade da Fundação Betel, entidade que já atua há 24 anos com acolhimento institucional em Cruzeiro do Sul. O convênio firmado pela prefeitura prevê investimento de aproximadamente R$ 310 mil durante 12 meses.

Inicialmente, o programa contará com capacidade para atender dez famílias acolhedoras, podendo ser ampliado conforme a demanda.

O prefeito Zequinha Lima destacou que o projeto busca oferecer proteção e afeto para crianças vítimas de abandono ou violência doméstica.

“Muitas crianças e adolescentes são violentados dentro da própria casa. O Família Acolhedora é exatamente para isso: incentivar famílias de Cruzeiro do Sul a acolher provisoriamente essas crianças e oferecer amor, cuidado e proteção”, afirmou.

De acordo com o prefeito, as famílias participantes receberão auxílio financeiro equivalente a um salário mínimo durante o período de acolhimento da criança ou adolescente.

A coordenadora do programa, Tânia Ramalho, explicou que as famílias interessadas passarão por cadastro, avaliação e capacitação antes de receberem qualquer criança.

“A família acolhedora não é adoção. O objetivo é oferecer cuidado e afeto temporariamente, até que essa criança possa retornar à família de origem ou seja encaminhada conforme decisão judicial”, ressaltou.

O atendimento do programa funcionará em um prédio anexo à Assembleia de Deus, onde anteriormente operava a unidade da Unopar. No local, equipes irão orientar famílias interessadas em participar da iniciativa e esclarecer dúvidas sobre o processo de cadastramento.

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