Um morador de Cruzeiro do Sul enfrenta dificuldades após ter o benefício social suspenso pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). José Carlos de Olanda, de 72 anos, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há quase 20 anos e convive desde então com graves sequelas que o impedem de trabalhar. Mesmo nessa condição, ele teve o pagamento de um salário mínimo interrompido após uma revisão administrativa.
Sem renda própria e dependendo de medicamentos contínuos, o idoso afirma que hoje sobrevive graças à ajuda de familiares e vizinhos. A situação tem gerado preocupação entre pessoas próximas ao casal, que relatam dificuldades até mesmo para garantir alimentação básica dentro de casa.
“Eu fico é passando mal, porque eu não tenho dinheiro para comprar meu pão, minha alimentação, meu remédio… é tudo a custo dos meninos aí e das minhas cunhadas. É falta de respeito com a pessoa da minha idade, com 73 anos e doente. O pessoal está vendo minha condição, eu não posso trabalhar. Eu só queria meu ordenado de volta para ter minha dignidade”, desabafou José Carlos.
A esposa dele, Diná Araújo Marinho, também enfrenta problemas de saúde e tenta manter as despesas da residência apenas com a própria aposentadoria. Segundo a família, além dos gastos mensais com remédios e exames, o casal ainda precisou assumir empréstimos para realizar melhorias emergenciais na casa.
De acordo com Dona Diná, o benefício do marido foi suspenso sob a justificativa de que a renda familiar ultrapassaria o limite permitido. A alegação, no entanto, revolta a família, que afirma viver em situação de vulnerabilidade.
Sem o benefício, o casal depende atualmente da solidariedade de parentes e moradores da vizinhança. Amigos e familiares se mobilizam para doar alimentos, medicamentos e pequenas quantias em dinheiro para ajudar nas despesas mais urgentes.
A reportagem entrou em contato com a representação da Justiça Federal em Cruzeiro do Sul, que informou, por meio de nota, que o benefício foi cessado administrativamente e que já existe um pedido de restabelecimento em tramitação.
“O benefício foi cessado administrativamente; no sistema atualmente só consta o pedido de restabelecimento realizado nesse ano pelo ex-beneficiado. No processo que está em andamento já se encontra uma decisão judicial afirmando a prioridade de tramitação ao processo, então no momento é aguardar o seu andamento”, informou a Justiça Federal.
Quem desejar ajudar José Carlos pode entrar em contato com o enteado dele, Edinaldo Marinho, pelo telefone: (68) 99235-8480.






