O Corinthians foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar mais de R$ 3 milhões ao ex-lateral Daniel Marcos, que anunciou aposentadoria do futebol aos 23 anos após sucessivas lesões no joelho. O clube informou que irá recorrer da decisão.
A ação foi movida pelo ex-jogador, que alegou ter encerrado a carreira precocemente por causa de uma grave lesão sofrida enquanto atuava pelas categorias de base do Timão.
Segundo o processo, Daniel Marcos sofreu uma lesão no joelho direito em dezembro de 2020, durante uma partida contra o Grêmio pelo Campeonato Brasileiro Sub-20. Na época, ele já possuía contrato profissional com o Corinthians.
Cerca de duas semanas depois, o atleta passou pela primeira cirurgia. Em razão da estabilidade prevista em lei para jogadores lesionados, teve o contrato renovado até dezembro de 2024, com salário de R$ 17 mil.
Em 2022, Daniel foi emprestado ao Cianorte, do Paraná, mas voltou a machucar o mesmo joelho, passando por uma segunda cirurgia, novamente sob responsabilidade do Corinthians.
Na ação, a defesa do atleta afirma que o processo de recuperação foi marcado por dores constantes e dificuldades para retornar aos gramados.
“O período de reabilitação foi tortuoso, pois sempre que iniciava a transição para atividades no campo havia retrocesso em virtude das dores e limitações”, destacou o advogado Filipe Rino no processo.
Em maio de 2023, o jogador foi emprestado ao Ferroviário, mas acabou devolvido ao Corinthians apenas 30 dias depois, após o clube entender que ele não apresentava condições físicas para atuar. Pouco depois, Daniel passou por uma terceira cirurgia.
Já em março de 2024, o Corinthians rescindiu o contrato do atleta e pagou cerca de R$ 131 mil em verbas rescisórias. Posteriormente, ele acertou com o Resende, do Rio de Janeiro, mas não conseguiu voltar a jogar profissionalmente.
No início deste ano, Daniel Marcos anunciou oficialmente a aposentadoria do futebol.
O ex-lateral cobrava aproximadamente R$ 5 milhões na Justiça, mas a decisão fixou a indenização em cerca de R$ 3 milhões, além de R$ 149 mil em honorários advocatícios. Com correção pela taxa Selic, o valor pode se aproximar de R$ 3,5 milhões.
Em nota, o Corinthians informou que irá recorrer da sentença por se tratar de uma decisão de primeira instância.






