O mercado de trabalho formal no Acre reagiu ao longo do primeiro trimestre de 2026. Após começar o ano no vermelho, o estado encerrou março com crescimento consistente, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na quarta-feira (29).
Em janeiro, o saldo foi negativo em 892 postos com carteira assinada. Foram 3.810 admissões frente a 4.702 desligamentos. O resultado foi pressionado principalmente pelo setor de serviços, que perdeu 715 vagas, seguido pelo comércio (-158), construção civil (-51) e agropecuária (-3). A indústria foi a única a apresentar desempenho positivo, com a criação de 35 empregos. Ainda assim, o estoque de vínculos ativos somava 114.928.
Em fevereiro, o cenário começou a mudar. O Acre registrou saldo positivo de 276 empregos formais, com 5.170 admissões e 4.894 desligamentos. O avanço foi puxado pelos serviços, com 143 novas vagas, e pela indústria, que abriu 214 postos. Agropecuária (+17) e construção civil (+8) também contribuíram, enquanto o comércio foi o único setor a recuar, com perda de 106 vagas. O estoque subiu para 115.085 vínculos ativos.
A recuperação ganhou força em março, com a criação de 1.066 empregos formais, o melhor resultado do trimestre. Foram 5.725 admissões e 4.659 desligamentos. Mais uma vez, o setor de serviços liderou, com 658 vagas, seguido pela construção civil (+196), indústria (+128) e comércio (+89). A agropecuária registrou leve queda de 4 postos. Com isso, o estoque total alcançou 116.481 vínculos ativos.
No acumulado do trimestre, o Acre fechou com saldo positivo de 450 empregos formais, consolidando a retomada após o início negativo do ano.






