Tambaqui entra em lista nacional de espécies ameaçadas de extinção

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O governo federal incluiu o tambaqui entre as espécies da fauna aquática brasileira ameaçadas de extinção. A atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos foi divulgada na segunda-feira (27) e incorporou 100 novas espécies ao documento, que passa a reunir 490 classificações, o mesmo número de exclusões compensou as inclusões.

A revisão, iniciada em 2024, seguiu critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e avaliou fatores como tamanho populacional, distribuição geográfica, estado de conservação dos habitats e pressões ambientais, entre elas a sobrepesca e a poluição. Peixes, arraias, tubarões e estrelas-do-mar estão entre os animais reclassificados nas categorias Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR).

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que o levantamento resultou de um trabalho conjunto entre governo, academia, sociedade civil e setor econômico. “O objetivo, a partir desta iniciativa, é mobilizar ações para que as espécies atualmente pressionadas por diversos fatores tenham suas populações recuperadas”, declarou.

Junto à lista, o Ministério do Meio Ambiente publicou regras e restrições voltadas à proteção das espécies classificadas, incluindo a proibição de captura, transporte, comercialização e armazenamento, além de diretrizes para planos de recuperação. O pargo (Lutjanus purpureus), que passou da categoria VU para EN, é um dos casos com plano de manejo já em revisão.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância econômica do setor e a necessidade de equilíbrio. “Quando falamos em sustentabilidade na pesca, falamos em garantir equilíbrio: proteger a espécie, respeitar a ciência e assegurar que a atividade pesqueira continue gerando alimento, renda e desenvolvimento para o Brasil. O pargo tem grande importância econômica, mas só haverá futuro para essa cadeia se houver responsabilidade no presente”, afirmou. A nova lista substitui a versão anterior, de 2014.

Com informações Agência Brasil

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