Medicina na Ufac: modelo de seleção para 2026 segue indefinido e decisão só deve sair no segundo semestre

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Estudantes que planejam concorrer a uma vaga no curso de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac) em 2026 enfrentam um cenário de incerteza. A definição sobre o formato do processo seletivo, se haverá a continuidade do vestibular próprio ou o retorno ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), só deve acontecer no segundo semestre de 2026.

A transição entre a atual gestão e a equipe eleita é o ponto central do cronograma. O reitor eleito, professor Josimar Batista, que atualmente é vice-reitor, informou ao portal A GAZETA que qualquer deliberação depende da nomeação de sua equipe técnica e de análise orçamentária.

“Infelizmente essa questão deve ser abordada quando a equipe técnica de Pró-reitores for nomeada. Porque tem custos orçamentários para qualquer ação que for deliberada e só terei condições técnicas após a posse”, explicou Batista.

Ele ressaltou ainda que a decisão final cabe ao Conselho Universitário (Consu), o que deve ocorrer apenas a partir de agosto.

Vale destacar que para os vestibulandos, a falta de um edital ou diretriz antecipada reflete diretamente na rotina de estudos. A preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), exige uma estratégia distinta daquela aplicada em vestibulares tradicionais, como o organizado pelo Cebraspe para a Ufac no último ciclo. Sem a definição, o candidato precisa conciliar métodos diferentes de avaliação sem saber qual deles será aplicado pela instituição.

Gestão atual e o perfil dos aprovados

A adoção do vestibular próprio em substituição ao Sisu alterou o perfil de ingresso na universidade. Em 2026, 87,5% das vagas foram preenchidas por residentes do Acre (70 dos 80 aprovados). Segundo a atual reitora, Guida Aquino, a escolha pelo vestibular específico visou resguardar o bônus regional e a autonomia universitária.

“A medida produziu efeitos concretos na ampliação do acesso de candidatos mais próximos da realidade local. Daqui para frente, caberá à nova gestão decidir pela continuidade desse formato ou pela adoção de outro tipo de processo seletivo”, afirmou a reitora.

A pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno, também avalia o formato atual como positivo para a função social da universidade, mas reconhece a demanda dos alunos por clareza. “Entendo plenamente a preocupação dos estudantes quanto à necessidade de previsibilidade. É fundamental que as regras sejam divulgadas com a maior antecedência possível para que os candidatos possam se preparar de forma adequada e isonômica”, declarou.

Até que o Conselho Universitário seja convocado pela nova gestão, o que está previsto para ocorrer entre agosto e outubro de 2026, o modelo de ingresso para Medicina permanece sem confirmação oficial.

Com informações A Gazeta do Acre

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