Um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no Acre passou a responder a uma ação penal após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) à Justiça, que também resultou na decretação da prisão preventiva do empresário Marck Johnnes Lisboa, apontado como líder da organização, em Rio Branco.
O caso teve início em 2021, após a apreensão de aproximadamente 167 quilos de cocaína escondidos em um caminhão, interceptado pela Polícia Federal durante transporte interestadual com saída do Acre e destino ao Nordeste. A partir desse episódio, as investigações avançaram e identificaram a atuação de um grupo estruturado.
Como atuava o grupo
Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os investigados atuavam de forma organizada, com divisão de tarefas. O grupo seria responsável pelo envio de drogas para outros estados, negociação dos entorpecentes e movimentação de recursos obtidos com a atividade criminosa, com o objetivo de ocultar a origem do dinheiro.
As apurações também apontam o uso de termos codificados em conversas, além de negociações e pagamentos relacionados ao tráfico, com movimentação de valores elevados.
Prisões e desdobramentos
Em setembro de 2025, cinco investigados foram presos durante operação conduzida pela Polícia Federal. Posteriormente, parte deles foi colocada em liberdade mediante medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico à Justiça e restrições de deslocamento.
A investigação integra a Operação Inceptio, que apurou a atuação do grupo em diferentes estados e identificou o uso de empresas e pessoas físicas para movimentação de recursos.
Prisão de apontado como líder
De acordo com a denúncia, o empresário Marck Johannes da Silva Lisboa é apontado como líder do grupo, com atuação na coordenação das atividades, articulação entre os envolvidos e gestão dos recursos provenientes dos crimes. A GAZETA não conseguiu contato com a defesa do empresário até última atualização desta reportagem. O espaço, no entanto, segue aberto.
No andamento da ação penal, foi solicitada a prisão preventiva do investigado, considerando, segundo o MPAC, a função de liderança atribuída a ele, a continuidade das atividades e a necessidade de interromper a atuação do grupo.
A Justiça acolheu o pedido e decretou a prisão, destacando a gravidade dos fatos. Conforme registrado nos autos, a medida também levou em conta o rompimento da tornozeleira eletrônica que havia sido anteriormente imposta como medida cautelar.
Após audiência de custódia, a prisão foi mantida.
Por: A Gazeta do Acre






