Equipes técnicas estiveram durante a última semana em propriedades rurais de Cruzeiro do Sul e em outras áreas do Vale do Juruá realizando vistorias e ações de controle do moko da bananeira, uma doença considerada de alto potencial destrutivo para a cultura.
De acordo com a engenheira agrônoma Malena, coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Vegetal do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), o trabalho de monitoramento e combate à praga vem sendo intensificado desde o ano passado, quando foi identificado o primeiro foco da doença no município de Rodrigues Alves.
“Desde setembro do ano passado, quando identificamos o primeiro foco, iniciamos um trabalho mais intenso na região. Estabelecemos um raio de cinco quilômetros para atuação prioritária, acompanhando todas as áreas de plantio de banana dentro desse perímetro”, explicou.
Posteriormente, um novo foco foi identificado em Cruzeiro do Sul, na região da Variante, o que levou à ampliação das ações. Segundo Malena, nesta semana foi possível concluir a erradicação desse foco específico, além do início do monitoramento nas propriedades ao redor.
Em 2024, cerca de 230 propriedades foram visitadas, abrangendo aproximadamente mil hectares de cultivo de banana. Já neste ano, embora os dados ainda estejam sendo consolidados, pelo menos 30 propriedades passaram por inspeção, com coleta de amostras e orientação direta aos produtores.
A engenheira alerta que o moko da bananeira é uma praga quarentenária e pode causar grandes prejuízos, especialmente para agricultores familiares. “Os primeiros sintomas incluem o amarelecimento e necrose das folhas, além do apodrecimento dos frutos e do pseudocaule. Em muitos casos, há perda total da produção”, destacou.
Diante desse cenário, o Idaf reforça a importância da vigilância constante por parte dos produtores. Ao identificar qualquer sinal suspeito, a recomendação é comunicar imediatamente o órgão para que sejam feitas análises e, se necessário, a erradicação da área contaminada.
“O controle da doença envolve a eliminação das plantas infectadas e a adoção de um vazio sanitário de até dois anos, sem o cultivo de banana em um raio de 20 metros do foco, especialmente em áreas de terra firme”, explicou Malena.
Já em regiões alagadas, consideradas de maior risco para a disseminação da praga, ainda não há um prazo definido com segurança para o retorno do plantio.
As ações continuam na região, com foco na prevenção, orientação técnica e proteção da produção local, que representa importante fonte de renda para pequenos produtores do Vale do Juruá.






